Review: iPhone XS Max, um clássico upgrade “S” para o smartphone da Apple


Ano a ano, normalmente em meados de setembro, a Apple tem nos agraciado com o lançamento de novos iPhones que sempre trazem novidades interessantes para alguns usuários.

Não só o cronograma anual já virou tradição, mas a forma como a Apple evolui o iPhone também. Normalmente temos um ano com uma mudança mais significativa (principalmente em termos de design externo) e, no outro ano, um upgrade “S” que mantém quase o mesmo design anterior mas vem com melhorias internas — algumas também bem importantes.

Linha de iPhone Xs com as três cores

O iPhone XS/XS Max é um clássico upgrade “S”. Na verdade, confesso-lhes que ao término da keynote de setembro eu fiquei com uma impressão inicial de que ele viria com menos mudanças do que outros upgrades “S” passados, mas aos poucos percebi que o salto foi, sim, notável. O que não quer dizer, como sempre, que quem tem um aparelho da geração passada deva comprar o novo; eu faço isso porque é parte do meu trabalho, mas como “consumidor comum” facilmente só trocaria de iPhone a cada 2-3 anos (até para ter uma sensação maior das mudanças — além de economizar, é claro).

Em 2018, tivemos o lançamento de um sucessor direto do iPhone X (o XS), um irmão maior para ele (o XS Max) e uma variação mais em conta (o XR). Meus testes foram todos baseados no iPhone XS Max, mas há apenas duas grandes diferenças entre ele o XS que tocarei no primeiro tópico a seguir; ou seja, o review em geral vale para ambos. Futuramente, teremos também um review focado no iPhone XR — porém precisamos de mais tempo para testá-lo, visto que só chegou ao mercado recentemente.

Simbora? 😉

XS vs. XS Max

Desde 2014, com o iPhone 6, a Apple oferece seu modelo flagship em dois tamanhos — um normal, o outro Plus. No ano passado, ela manteve essa estrutura com os iPhones 8 e 8 Plus, mas lançou o iPhone X num tamanho único e tela de 5,8 polegadas ocupando toda a sua parte frontal.

Este ano, tudo mudou. O iPhone XS tem a mesmíssima estrutura do X, enquanto o XS Max vem com uma tela de 6,5″ e o XR, com uma de 6,1″ (esta, LCD1 em vez de OLED2, com uma menor densidade de pixels e sem 3D Touch). Ou seja, voltamos a ter dois tamanhos no flagship mas agora temos um terceiro modelo um pouco mais em conta com uma tela de tamanho intermediário.

Foto dos iPhones XS e XS Max (por MacMagazine)

A Apple não fala oficialmente, mas o motivo da troca do sufixo “Plus” pelo “Max” provavelmente tem a ver com o fato de que o iPhone XS Max nada mais é do que uma versão maior do iPhone XS. Absolutamente tudo é igual entre os dois modelos, com exceção do tamanho da tela (e, consequentemente, da sua resolução — porém mantendo a mesma densidade de pixels) e, é claro, de uma bateria de maior capacidade.

Os antigos modelos “Plus” tinham um sistema duplo de câmeras na traseira, o que era um diferencial e tanto pro modelo maior e mais caro. Desta vez, o consumidor só tem que decidir se pretende gastar mais por uma tela um pouco maior e mais bateria.

No ano passado, eu pulei de alegria de poder voltar a ter um iPhone com dimensões as quais considero ideais num smartphone. Já estava acostumado com os modelos maiores (tive um iPhone 7 Plus e um iPhone 8 Plus), mas achei maravilhoso o tamanho do iPhone X. Continuo achando o mesmo quando olho a linha atual, mas resolvi dar uma chance ao iPhone XS Max até para ter mais um fator de diferenciação em relação ao modelo do ano passado.

Não me arrependo e já inclusive sinto que me acostumei, de novo, com esse trambolho. A telona é linda, mas se no ano que vem a Apple viesse com um novo iPhone de 5,8″ que atingisse por algum milagre a mesma autonomia de bateria do modelo de 6,5″, voltaria pro menor num piscar de olhos.

Telas

A Apple chama as telas dos iPhones XS/XS Max de “Super Retina HD”, visto que ambas são de OLED com uma densidade de 458 pontos por polegada.

Foto dos iPhones XS e XS Max (por MacMagazine)

A tela do iPhone XS é basicamente idêntica à do X, com 5,8″ e 1125×2436 pixels de resolução. Já a do iPhone XS Max é de 6,5″, com 1242×2688 pixels.

Ambas suportam HDR3, têm uma taxa de contraste de 1:1.000.000, tecnologia True Tone (adapta as cores na tela ao tom do ambiente), ampla gama de cores (P3), brilho máximo de 625cd/m2 e contam com 3D Touch (sensibilidade à pressão).

Embora as telas dos iPhones X e XS, com 5,8″, já sejam nominalmente até maiores que as dos antigos modelos “Plus”, o iOS rodando neles nunca funcionou, de fato, como um modelo “Plus”. O iPhone XS Max, sim: temos vários aplicativos que rodam em modo horizontal com duas colunas, quase como um iPad mini mais espremido. Felizmente, a Apple desistiu da péssima ideia de fazer a tela inicial com os ícones girar, também; odiava aquilo.

Não há muito o que falar sobre as telas dos iPhones XS/XS Max. A própria DisplayMate já fez o trabalho técnico de analisá-las e coroá-las uma das melhores já colocadas num smartphone — o Pixel 3 XL, lançado pouco tempo depois dos iPhones, está atualmente com a coroa.

Bateria e recarga

Já que tratamos de um dos diferenciais entre o iPhone XS e o XS Max, vamos logo matar o segundo e último: suas baterias.

Sabe-se lá por que, a Apple continua preferindo não informar a capacidade nominal das baterias de seus produtos nas páginas de especificações técnicas. É a maior besteira, porque logo descobre-se isso por meio de certificados de homologação ou simplesmente abrindo os aparelhos.

Oficialmente, a Apple diz que o iPhone XS “dura 30 minutos a mais que o iPhone X” e que o XS Max “dura 1h30 a mais que o iPhone X”. Tecnicamente, porém, a bateria do XS caiu 2,2%, de 2.716mAh para 2.658mAh, enquanto a do XS Max tem uma capacidade de 3.174mAh.

Eu não testei o iPhone XS para saber se ele cumpre mesmo a promessa da Apple, mas ela não costuma errar nesses números. Minha experiência com a bateria do iPhone XS Max, é claro, tem sido excelente. Com o iPhone X, não era raro eu ter que dar uma pequena carga em sua bateria para chegar ao fim do dia; agora, tem vezes que vou dormir com 30-40% restantes.

A parte de recarga praticamente não mudou: além da porta Lightning, os novos iPhones suportam recarregamento sem fio no padrão Qi e a Apple até diz que ele está um pouco mais rápido nesta nova geração — mas claramente ainda é um método lento, bom para você usar numa base enquanto está trabalhando, num suporte veicular ou no criado-mudo enquanto dorme.

Assim como os iPhones do ano passado, os novos também suportam recarga rápida chegando a até 50% em apenas 30 minutos, mas a Apple manteve a audácia de incluir na caixa deles o mesmo velho e vagabundo carregador de 5W. Tudo bem, ele é pequenininho/portátil, mas obrigar o usuário a gastar mais num adaptador extra para usufruir dessa recarga rápida — enquanto smartphones chineses que custam metade de um iPhone colocam isso na caixa — é uma vergonha.

Os recém-lançados iPads Pro tiveram sua porta Lightning trocada por uma USB-C e contam, em suas caixas, com um cabo de USB-C para USB-C e um novo carregador de 18W — que, por sinal, era rumorado para vir justamente com os novos iPhones. Isso é algo que a Apple já deveria ter feito desde o ano passado, nem acreditei quando ela repetiu o erro agora. Em 2019, é obrigação fazer essa transição.

Design e durabilidade

Ainda que o aspecto visual dos iPhones não mude em gerações “S”, sempre há alguma coisinha que os diferencia dos modelos anteriores. Neste ano, além da óbvia versão Max maior, ganhamos também uma nova cor dourada, que se junta às tradicionais cinza espacial e prateada.

Quando fui pegar o iPhone X, fiquei bem na dúvida entre as duas e optei pela cinza espacial. Desta vez, resolvi mudar e fui de prateada. Achei a versão dourada bem bonita — é inclusive incrível como que a tonalidade muda de acordo com a luz —, mas não é para mim.

A Apple promete, para os iPhones XS/XS Max, o “vidro mais resistente já colocado num smartphone”. Bullshit. No iPhone X ela já prometia algo similar e eu nunca vi um vidro frontal arranhar tão facilmente num iPhone; não me refiro a arranhões grandes/perceptíveis, mas sim trocentos micro-riscos facilmente visíveis sob a luz do sol. Esses vidros podem até ser resistentes a quedas, mas a arranhões definitivamente não são.

E, de novo, essa promessa pros novos se mostra furada. Acreditem se quiser, mas eu já estou no meu segundo iPhone XS Max. Peguei o primeiro em Orlando, no lançamento, e em menos de duas semanas surgiu do nada na minha tela uma baita área arranhada que a princípio achei ser sujeira. Sou muito cuidadoso com meus aparelhos (nunca coloco o iPhone no mesmo bolso das chaves, por exemplo, nunca!) e não tenho ideia de como a tela ficou daquele jeito, mas acabei trocando o aparelho em Miami quando fui fazer a cobertura do lançamento do iPhone XR. Santo AppleCare+.

A Apple também diz que os iPhones XS/XS Max são oficialmente agora classificados como IP68, o que significa que aguentam ficar até 2 metros debaixo d’água por no máximo 30 minutos. Mesmo assim, ela continua dizendo que os aparelhos são *resistentes* e não *à prova* d’água, ou seja, nada de mergulhá-los na piscina para tirar fotos subaquáticas.

Pessoa na chuva usando um iPhone Xs

Por fim, há mais uma coisinha que diferencia bem um iPhone XS de um X: olhando na parte inferior dele, temos agora uma nova linha de antena à esquerda (falo dela mais abaixo), o que fez seus furinhos de microfone e alto-falantes deixarem de ser simétricos como eram há anos. São três furos de um lado e seis do outro no iPhone XS, enquanto o XS Max tem quatro de um lado e sete do outro. Se você tem TOC4, pule esta geração.

Foto dos iPhones XS e XS Max (por MacMagazine)

O iPhone XS mede 70,9×143,6×7,7mm e pesa 177g, enquanto o iPhone XS Max mede 77,4×157,5×7,7mm e pesa 208g.

Performance

Você pode não gostar da Apple, preferir o Android, não aceitar gastar tanto num smartphone… mas é inegável que a Apple continua dando um banho em toda a concorrência quando se trata dos chips que equipam iPhones e iPads.

Os iPhones XS/XS Max vêm equipados com o chip A12 Bionic, o primeiro da indústria fabricado num processo de 7 nanômetros. Isso provê não só mais eficiência energética, mas também uma potência maior: testes de benchmark indicam ganhos de cerca de 12% em performance single-core, um aumento mais modesto em multi-core e um salto de ~45% na GPU5. Ele tem seis núcleos ao todo — dois focados em performance, quatro em eficiência energética.

Pessoa brincando com AR no iPhone Xs

Eles também contam com uma nova geração do Neural Engine, que agora é capaz de realizar até 5 trilhões(!) de operações por segundo contra 600 bilhões do anterior. A RAM6 pulou de 3GB para 4GB nos dois modelos (apenas o XR mantém os 3GB da geração passada).

Não há muito o que falar sobre a performance dos aparelhos. Eu já não tinha nada a me queixar com a performance do iPhone X, que já tinha ganhado um pequeno boost com a chegada do iOS 12. Melhorias nesse sentido são sempre bem-vindas, mas não chega a ser algo tão perceptível assim no uso diário do aparelho. Resumindo: tá bom demais!

Os outros vários sensores que contribuem para o poder do iPhone continuam todos lá: giroscópio de três eixos, acelerômetro, sensores de proximidade e de luz ambiente, barômetro, etc.

Conectividade

Tirando a porta Lightning física, toda a conectividade com o iPhone continua sendo sem fio. O grosso (Wi-Fi, Bluetooth, NFC, GPS…) não mudou, mas há algumas diferenças e novidades que precisamos pontuar.

No 4G, os iPhones XS/XS Max ganharam suporte ao que é conhecido como “LTE de classe Gigabit”. Isso obviamente depende de suporte por operadora, mas basicamente torna capaz que o aparelho conecte-se a múltiplas bandas/frequências e atinja velocidades superiores de download/upload. Eles são capazes de bater 1Gbps, o que é um bom prenúncio do que teremos daqui a alguns anos com a tecnologia 5G. E é exatamente por causa dessa novidade que temos, ali na parte inferior dos novos iPhones, uma nova listra de antena.

Devido a todo o imbróglio judicial entre Apple e Qualcomm, os novos iPhones são todos equipados com modems da Intel. Isso pouco importa para a grande maioria das pessoas, mas acarretou em algo bem ruim para nós aqui no Brasil: os modelos vendidos nos Estados Unidos não suportam mais a banda 28 (700MHz ATP), que aos poucos está sendo adotada por operadoras em território nacional. Você conseguirá usá-los no 4G daqui sem problemas, mas só nas bandas 7 (2.600MHz) e 3 (1.800MHz).

iPhones Xs e Xs Max dourados um em cima do outro

O meu iPhone XS Max é americano e, felizmente, não senti diferença nenhuma no uso do 4G. Aqui onde eu moro minha operadora nem sequer habilitou a banda 28 ainda, então realmente não teria como eu sentir alguma melhora/piora. Ainda assim, é algo que deve ser levado em consideração; há certas localidades do país que só ganharam sinal 4G devido à implementação da banda 28 e, em outros, ela melhorou bastante o seu alcance.

Outra novidade importante é que, além da bandejinha para chips Nano-SIM, os novos iPhones agora incorporam um eSIM (chip eletrônico) e podem ser usados em modo Dual SIM — isto é, duas linhas telefônicas e de dados funcionando no mesmo aparelho.

Não há suporte oficial a Dual SIM habilitado em nenhuma operadora brasileira ainda, mas quem quiser já pode brincar com a novidade por meio de uma operadora virtual. Pessoalmente, isso pouco me interessa no cotidiano mas muito me interessa para viagens internacionais. Será sensacional poder manter a minha linha principal ativa (para ligações, SMS, etc.) enquanto uso o plano de dados de alguma operadora local do país onde estiver. Também é excelente, claro, para quem por acaso anda com dois aparelhos para cima e para baixo — um pessoal e o outro do trabalho.

Câmera frontal e Face ID

O sistema TrueDepth frontal dos novos iPhones é idêntico ao do ano anterior. Mesmos sensores, mesma câmera de 7 megapixels com abertura ƒ/2.2 e Flash Retina que usa o brilho da tela para iluminar as pessoas.

As melhorias em selfies vêm basicamente do chip A12 Bionic, que possibilita fotos com HDR Inteligente (melhora muito o alcance dinâmico, inclusive para vídeos), Modo Retrato com bokeh avançado e ajuste de desfoque, Modo Iluminação de Retrato com cinco modos diferentes, melhor estabilização de imagens e filmagens em Full HD 1080p com até 60 quadros por segundo.

iPhone X à esquerda, iPhone XS Max à direita: selfie sem flash tirada num ambiente com baixíssima luminosidade. Num primeiro momento eu até “preferi” a foto do iPhone X, mas analisando a captação lá no momento, ficou claro como a foto do XS Max ficou mais próxima da realidade. Além disso, observem como as luzes em plano de fundo estão estouradas no X; na imagem do XS Max, vemos detalhes do teto que se perderam na do X.

Tirando a polêmica do #BeautyGate que já foi resolvida no iOS 12.1, as melhorias na câmera frontal dos iPhones XS/XS Max são muito bem-vindas mas essa continua sendo uma área onde a Apple pode melhorar bastante. As selfies tiradas com o Google Pixel 3 [XL] deixam as dos iPhones no chinelo.

O primeiro iPhone que incorporou o Touch ID no botão de Início foi o 5s, em 2013; ele só ganhou uma segunda geração mais rápida dois anos mais tarde, no iPhone 6s. Era natural, então, imaginar que o Face ID permaneceria igual do ano passado para cá — mas eu tinha esperanças de que a Apple poderia nos surpreender e melhorar alguma coisinha aqui, outra ali.

Não é que o Face ID seja ruim, eu não voltaria a usar o Touch ID num iPhone nem por decreto; minha experiência com ele, tal como citei no review do iPhone X, é maravilhosa. E ele até ficou ligeiramente mais rápido no iOS 12, mas há duas coisas que esperarei ansiosamente para o ano que vem: suporte a qualquer orientação (que já chegou, mas só nos novos iPads Pro) e talvez um ângulo de funcionamento um pouco mais aberto (de forma que me identifique mesmo com o iPhone colocado sobre a mesa, por exemplo).

Câmeras traseiras

Sabe o que eu disse, lá no começo do review, sobre ter ficado com a impressão de que as novidades dos iPhones deste ano não eram muitas? Pois bem, muito disso tem a ver com suas câmeras traseiras e o fato de que, ao menos nas especificações técnicas convencionais que vemos no site da Apple, elas serem “idênticas” às do ano passado. Não são, nem de longe.

Sim, no papel é tudo igual: duas câmeras de 12 megapixels, uma grande angular com abertura ƒ/1.8 e uma teleobjetiva (2x) com abertura ƒ/2.4, ambas com estabilização óptica, captura com ampla gama de cores, flash Quad-LED True Tone com Slow Sync, Modo Retrato com bokeh avançado e controle de desfoque, Modo Iluminação de Retrato com cinco modos diferentes, HDR Inteligente, gravação de vídeos em até 4K a 60 quadros por segundo ou Full HD 1080p em até 240 quadros por segundo, etc.

Câmera traseira do iPhone Xs

Mas há uma mudança no hardware da câmera grande angular que faz muita diferença. Seu sensor está 32% maior do que antes com pixels também maiores, de 1,4µm. Na prática, isso significa que a câmera é capaz de captar muito mais luz do que antes — o que, combinado a todos os avanços no software (incluindo a chegada do HDR Inteligente), gera imagens perceptivelmente melhores do que as tiradas com o iPhone X (e a pontuação do DxOMark comprova isso).

É muito fácil imaginar que fotos e vídeos ficarão melhores quando muda-se algo nas especificações da câmera (tipo uma abertura maior), mas isso foi o que mais me surpreendeu na câmera do iPhone XS/XS Max. Tudo está melhor: alcance dinâmico, nitidez, cores, captação em baixa luminosidade… É, sem dúvida nenhuma, um dos maiores saltos em qualidade que o iPhone já teve de uma geração para a outra.

Eis algumas fotos comparativas:

iPhone X à esquerda, iPhone XS Max à direita: se vocês compararem bem as duas fotos, notarão o ângulo de visão ligeiramente mais aberto da grande angular do XS Max (a impressão é que a segunda foto foi tirada um pouco mais de trás, mas não). Os destaques aqui ficam para a luz no teto, bem estourada na foto do X, e para o chão que ficou bem mais claro no XS Max.

iPhone X à esquerda, iPhone XS Max à direita: diferença absurda de tons e cores. Muito mais contraste na foto do XS Max, azul do céu e verdes muito mais vivos. Eu não esperaria uma diferença tão brutal numa foto externa assim.

iPhone X à esquerda, iPhone XS Max à direita: aqui um exemplo cujas diferenças são bem mais sutis. A olho nu, a luz no poste era bem mais próxima à imagem capturada pela câmera do XS Max do que à do X. Além disso, mais uma vez nota-se o ângulo mais aberto da lente; na primeira foto, o nome “Macy’s” (e as bandeiras) ali no canto esquerdo quase foi todo cortado.

iPhone X à esquerda, iPhone XS Max à direita: foto desafiadora, num ambiente bem escuro. A priori a do X até me parece melhor, com uma exposição ligeiramente maior, só que com algumas luzes um pouquinho estouradas por causa disso. As duas ficaram bem fiéis ao ambiente onde estávamos.

iPhone X à esquerda, iPhone XS Max à direita: foto macro, tirada de perto (não em Modo Retrato). Bokeh natural em plano de fundo muito similar entre os dois aparelhos, com a madeira ficando mais clara e com uma tonalidade de cor um pouco mais viva no XS Max.

iPhone X à esquerda, iPhone XS Max à direita: aqui sim, um Modo Retrato usando a teleobjetiva de ambos os aparelhos. É como ir da água pro vinho — há muito mais detalhes visíveis na pessoa e na sua roupa, a cor da pele está bem viva e o plano de fundo, nem se fala. O HDR Inteligente fez bonito nessa foto, gerando um alcance dinâmico incrível para preservar os detalhes do fundo — incluindo o azul do céu.

iPhone X à esquerda, iPhone XS Max à direita: mais um exemplo desafiador, com baixa luminosidade, em que o XS Max brilha. Temos um equilíbrio muito maior de cores e exposição de luz por toda a imagem — até o azul do céu está estourado na imagem do X. Temos mais detalhes visíveis no tronco da árvore e nas folhas verdes do fundo, bem como ladrilhos visíveis no chão logo abaixo de uma luz forte.

iPhone X à esquerda, iPhone XS Max à direita: para terminar, mais um comparativo o qual mostra que a câmera do iPhone X é, sim, excelente e nem sempre perde feio para a do XS Max. Diferença sutis aqui, basicamente graças ao HDR Inteligente dos novos aparelhos.

E, como cereja do bolo, nas captações de vídeos os iPhones XS/XS Max agora conseguem gravar som estéreo — outra coisa que faz uma diferença prática absurda (a captação de áudio antes realmente deixava a desejar).

Mostramos isso no vídeo abaixo:

Áudio

Falando em captação estéreo, mais uma vez a Apple mostrou que está com uma equipe muito boa especializada em som. Mesmo com toda a limitação de espaço físico em smartphones, ela continua geração após geração a melhorar os alto-falantes dos iPhones.

Não é algo que conseguimos quantificar, mas claramente os alto-falantes dos iPhones XS/XS Max estão melhores e mais potentes. Eles não distorcem de jeito nenhum e, a menos que eu esteja num lugar realmente barulhento, é raríssimo deixar o volume no máximo.

Vale notar, neste tópico, que consumidores continuam recebendo na caixa os tradicionais EarPods com conector Lightning, mas neste ano a Apple não mais inclui ali o dongle de Lightning para 3,5mm.

Ou seja, quem tem fones de ouvido com o conector P2 precisará comprar esse adaptador à parte. Eu entendo que isso deverá irritar muito alguns por aí e que era melhor ele vir na caixa mesmo se muitos não fossem usá-lo, mas entendo a motivação da Apple. Oferecer o dongle num período transitório fez sentido, agora é realmente forçar ainda mais todos a comprarem AirPods migrarem para um mundo totalmente wireless.

Preços e conclusão

Antes de os iPhones XS/XS Max serem lançados, havia uma longa discussão com relação a quais seriam os preços deles: ou a Apple iria manter o mesmo valor de entrada do X, colocando o irmão maior num patamar ainda mais caro, ou reduziria o sucessor direto do X em US$100 — fazendo seu irmão maior ocupar o mesmo patamar de antes.

Bom, todos vocês já sabem que ela optou pela primeira opção. Não só isso, mas além dos modelos de 64GB e 256GB de antes, agora temos também um de 512GB. Ou seja, se antes o valor máximo pago por um iPhone X era de US$1.149, agora eles chegam a inimagináveis US$1.429 (mais taxas). Aqui no Brasil, o preço máximo foi de R$7.799 para — ai, que dor! — R$9.999.

iPhone Xs e Xs Max em dourado num fundo preto

É dificílimo eu recomendar o upgrade de um iPhone para quem tem o modelo imediatamente anterior e isso realmente não faz muito sentido para o consumidor comum. Mas se dinheiro não é problema e você quer um iPhone maior com bateria de longa duração, câmeras aprimoradas e pretende usufruir da tecnologia Dual SIM, a troca pode até fazer sentido.

Para todos os outros, é a história de sempre: quanto mais antigo for o seu iPhone, maior será o salto que você sentirá. Se no ano passado você optou por um iPhone 8 ou 8 Plus no lugar do X, eu diria que ainda dá para esperar mais um ano. Se tiver um iPhone 7/7 Plus ou anterior, aí a coisa já começa a ficar bem interessante. Há melhorias sensíveis em muitas áreas do aparelho.

Olhando à frente para os iPhones de 2019, eu gostaria de ver um recorte (notch) um pouco menor com mais ícones aparecendo na barra superior, a segunda geração do Face ID, um foco (sem trocadilho) especial na câmera frontal, troca do Lightning por USB-C (com cabo USB-C e carregador de 18W na caixa), um modelo 4G/LTE mais global e vidros realmente mais resistentes. O que vier além disso é lucro.

E vocês, o que acharam dos iPhones XS/XS Max? 😊


Logo da Go Imports

O MacMagazine agradece à Go Imports — revendedora de produtos Apple que tem como objetivo fornecer produtos da Maçã a um preço justo no Brasil — pela oportunidade de fazer a cobertura dos iPhones XS e XS Max. Se você está pensando em comprar Mac, iPad, iPhone, Apple Watch ou acessórios Apple, a Go Imports é o lugar!

Prós

  • As melhorias nas câmeras foram significativas, acima do esperado;
  • Temos novamente uma opção "Plus/Max", ótima para quem curte telonas e bateria de longa duração;
  • Finalmente donos de iPhones dispõem da tecnologia Dual SIM.

Contras

  • Continua vindo com carregador de 5W e cabo USB-A na caixa;
  • Os modelos americanos são incompatíveis com a banda 28 do 4G brasileiro;
  • Ainda não veio um Face ID de segunda geração.
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