Apple quer colocar dados de saúde de veteranos americanos no iPhone


Pouco a pouco, a Apple vai fortalecendo sua plataforma de saúde para um dia, quem sabe, transformar o iPhone numa ferramenta indispensável aos usuários de tecnologia mais preocupados com seu bem-estar e acompanhamento médico. Um dos passos mais significativos em direção a esse objetivo foi o lançamento, no iOS 11.3, do recurso Registro de Saúde, que permite aos usuários reunir todos os seus dados médicos (histórico, exames, medicamentos, resultados de laboratório, sinais vitais alergias, condições, procedimentos e muito mais) na plataforma da Maçã.

A ferramenta está sendo liberada paulatinamente para organizações de saúde, por enquanto somente nos Estados Unidos (a lista completa de instituições pode ser conferida aqui). Agora, a Maçã está planejando dar o próximo passo na expansão do recurso com foco em um grupo específico: veteranos de guerra dos EUA.

Quem informou foi o Wall Street Journal1: a Maçã estaria discutindo com o U.S. Department of Veterans Affairs (o departamento governamental dedicado a lidar com os veteranos e proteger seus interesses) a possibilidade de oferecer a todos os 9 milhões de veteranos do país a migração dos seus dados de saúde para a plataforma da empresa. Tal transferência ocorreria por meio de um software especial, que traria ferramentas para que os usuários fizessem o processo da forma mais simples possível.

Registro de Saúde no iOS 11.3

As discussões com o departamento começaram no ano passado e ainda não há informações sobre os seus avanços, mas eles indicam um ímpeto renovado da Apple em relação à sua plataforma de saúde. A ideia, afinal, não é simplesmente um arroubo altruísta por parte de Cupertino: ter acesso aos registros de saúde de 9 milhões de usuários seria uma forma rápida e efetiva de expandir a base de dados para pesquisa, o interesse público e do mercado na plataforma da empresa.

Outro indicativo dessa investida é o suposto plano da Maçã, também revelado pelo WSJ, no qual uma das próximas novidades do app Saúde seria a possibilidade de os usuários assinarem serviços — como a reposição de remédios receitados — diretamente pela plataforma. Tal recurso funcionaria da mesma forma que as assinaturas da App Store, com a Apple levando entre 15% e 30% da receita gerada com o serviço.

São prospectos promissores, mas — ao menos por enquanto — deveras restritos aos EUA e o caráter, digamos, particular do seu sistema de saúde. Seria interessante ver a Apple expandir essas iniciativas internacionalmente… mas sabemos que ainda teremos de aguardar um tanto antes que isso aconteça.

via MacRumors

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