Intel finalmente anuncia série de processadores de 10 nanômetros

A novela começou em 2016: a Intel vem, desde então, prometendo avanços (e anúncios oficiais) relativos aos seus processadores com base na arquitetura de 10 nanômetros. Foram mais de dois anos de sucessivos atrasos, pedidos de desculpas e comunicados oficiais negando o cancelamento dos planos até que, agora, finalmente, temos mais informações sobre os planos da empresa.

A Intel anunciou ontem o lançamento da microarquitetura “Sunny Cove”, que será a base da próxima geração de processadores Intel e Xeon a serem lançados a partir do fim do ano que vem. Isso significa que ainda há tempo para a Apple incorporar os chips em seus Macs antes da suposta transição para seus próprios chips1 — o prospecto de Macs com processadores de 10nm, portanto, está mais vivo que nunca.

Os benefícios da nova microarquitetura incluem melhoria da performance por clock (ou seja, os chips não precisarão rodar a velocidades tão altas para atingir o desempenho de antes) e uma melhor eficiência energética para tarefas gerais. A miniaturização também traz como vantagem a possibilidade de incluir tecnologias adicionais nos chips, como componentes de criptografia ou inteligência artificial.

Além do “Sunny Cove”, a Intel aproveitou o dia para anunciar também os gráficos Gen11, que equiparão os novos chips — eles são os sucessores da Gen9, que já existe há uns bons anos e provou-se a solução “padrão” da Intel depois que o lançamento da Gen10 foi cancelado. Entre os benefícios práticos da nova geração, teremos aproximadamente o dobro da performance gráfica e codificadores avançados de mídia que suportam streaming em 4K e criação de conteúdo em 8K.

Para que ninguém se perca nos nomes esquisitos da Intel, a união da microarquitetura “Sunny Cove” com os gráficos Gen11 gerarão os processadores da geração “Ice Lake”, que é a sucessora da atual “Coffee Lake” (que equipa a maioria dos Macs atuais).

A empresa também falou um pouco dos planos para o futuro. Em 2020, ela pretende lançar a família “Willow Cove”, com cache redesenhado, nova otimização de transistor e mais recursos de segurança; em 2021, será a vez da “Golden Cove”, com foco em desempenho de IA e single-threaded, melhorias na comunicação com redes 5G e mais segurança.

E não é só isso: a Intel anunciou ainda seus planos de construir CPUs2 “verticalmente” — isto é, fazer um empilhamento 3D em que os componentes do processador poderiam ser dispostos numa arquitetura vertical. Atualmente, a construção tradicional dos chips é feita toda em um único plano e qualquer tentativa de subverter esse padrão é frustrada porque as velocidades de transferência são fortemente diminuídas.

Com a nova tecnologia da Intel, chamada de “Foveros”, essas dificuldades são superadas e, com isso, os processadores podem ser ainda menores, mais compactos e mais eficientes. A primeira CPU com a tecnologia será de baixa potência e chegará no fim de 2019.

No mais, a Intel também confirmou seus planos de introduzir um processador gráfico dedicado até 2020, oferecendo à Apple, assim, outra opção além da AMD e da NVIDIA para futuros modelos de MacBooks Pro, iMacs, iMacs Pro e Macs Pro (as máquinas que hoje trabalham com GPU3 dedicada).

Será que a Intel se mexeu a tempo ou agora é tarde para atrair a atenção da Maçã?

via MacRumors

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