Usuários estão demorando, em média, quatro anos para trocar de iPhone

Não é novidade para ninguém que, conforme as tecnologias avançam e os smartphones ficam mais refinados, o ciclo de trocas também se expande — não há mais justificativa, afinal, para substituir um aparelho de dois anos quando ele ainda é perfeitamente funcional e capaz. Para a Apple, entretanto, esse ciclo pode estar se expandindo de uma forma que, no futuro, poderá ser prejudicial para as finanças da empresa.

De acordo com o analista da Bernstein Toni Sacconaghi, o ciclo de trocas média do iPhone atingiu, em 2019, a marca recorde de quatro anos. Isto é: quem comprar um smartphone da Maçã neste ano levará, em média, quatro anos para trocá-lo por um novo. Em 2016, essa média era de dois anos; em 2018, ela já tinha subido para três, e a tendência é que ela suba ainda mais com o tempo — em breve, ela poderá ser de 4,5 anos.

O analista acredita que, ao longo de 2019, somente 16% da base ativa de iPhones no mundo será substituída por novos aparelhos. Os principais motivos para isso são o programa de troca de baterias a preços reduzidos (que terminou no final do ano passado), o fim dos subsídios das operadoras e, claro, o preço médio cada vez mais alto dos iPhones.

Para deixar o futuro ainda mais incerto para a Apple, Sacconaghi prevê ainda que os modelos de 2019 do iPhone não trarão novidades suficientes para atrair os consumidores a uma troca antes do prazo médio. Com isso, as vendas dos smartphones da Maçã poderão continuar em baixa até meados de 2020, segundo o analista.

Isso, claro, é ruim para a Apple — e talvez de mais formas do que a óbvia. Além de representar um abalo nas finanças, por ser o produto mais popular da Maçã, a queda nas vendas de iPhone também pode comprometer a ambição da empresa no segmento que será seu futuro carro-chefe, o de serviços. Cupertino, afinal de contas, (quase) sempre atrela seus produtos digitais (iCloud, iMessage, App Store, Apple Pay e a futura plataforma de streaming de vídeos) a seus produtos físicos e, com menos produtos físicos, menos pessoas entrarão no seu ecossistema.

Fica a dúvida de como a Maçã lidará com esse problema. Até agora, a atitude tomada pela empresa foi simplesmente jogar os preços de iPhones nas alturas, possivelmente para compensar a desaceleração do ciclo — estratégia que, como todo mundo já viu, não deu nada certo. Se a empresa vai persistir nesse caminho ou tomar outro rumo, só o tempo dirá.

via AppleInsider

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