Jovem que vendia cocaína e metanfetamina por aplicativo é preso

Por mais que a Apple tente blindar a App Store, deixando de fora da sua loja aplicativos que violam leis, muitas vezes essa tarefa se mostra bastante complicada. A seção 1.4.3 das Diretrizes de Revisão de Aplicativos da Apple fala o seguinte:

Aplicativos que incentivam o consumo de produtos de tabaco, drogas ilegais ou quantidades excessivas de álcool não são permitidos na App Store. Aplicativos que incentivem menores a consumir qualquer uma dessas substâncias serão rejeitados. Facilitar a venda de maconha, tabaco ou substâncias controladas (exceto para farmácias licenciadas) não é permitido.

Pois vejam só esse caso: de acordo com uma declaração apresentada por um agente do Departamento de Segurança Interna dos EUA, o estudante Collin Riley Howard, de 18 anos, “desenvolveu” um aplicativo chamado Banana Plug (que já foi devidamente retirado da App Store) para distribuir drogas — o caso foi divulgado pela Procuradoria Geral dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia.

Além de cocaína e metanfetamina, o app oferecia “Molly” e “Shrooms” (êxtase e cogumelos), e também a opção de clientes fazerem pedidos especiais de outras substâncias controladas. A polícia de Santa Cruz foi avisada após serem encontrados cartazes divulgando o app espalhados no campus Universidade da Califórnia.

O agente então se disfarçou e usou o aplicativo para pedir maconha e cocaína. Mensagens trocadas no Snapchat ajudaram o agente a fazer quatro compras — sendo que a terceira e quarta envolveram mais de cinco gramas de metanfetamina. Howard foi preso em 15 de fevereiro, antes de o pagamento da quarta venda ser realizado.

Como esse app passou no radar da Apple? Bem, ele era oferecido na loja como “um jogo envolvendo bananas e tomadas”. Os usuários tocavam nos blocos que alternam entre imagens de bananas e plugues elétricos, com o objetivo tirar todas as bananas da tela. Não se sabe exatamente como a comunicação com Howard era feita pelo app, que foi publicado na loja em outubro passado e chegou a ganhar duas atualizações. O nome Banana Plug muito provavelmente faz uma referência ao mascote da faculdade, o Banana Slug; o termo “plug”, contudo, é tipicamente usado para descrever um traficante de drogas.

Howard poderá pegar uma pena máxima de 20 anos de prisão e multa de US$1 milhão por cada uma das duas acusações de distribuição e posse com intenção de distribuir cocaína e metanfetamina; já em outras acusações de posse com a intenção de distribuir mais de cinco gramas de metanfetamina, Howard poderá cumprir um mínimo de 5 e um máximo de 40 anos de prisão, além de pagar multas de até US$5 milhões para cada.

via AppleInsider

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