Mac OS X 10.5 Leopard, em primeira mão

Foram mais de dois anos entre um sistema e outro; boatos, apresentações, fotos pela Internet, datas. Datas que nunca chegavam, e a última, por fim, chegou: 26 de outubro, dia do lançamento do novo sistema operacional da Apple, o Mac OS X versão 10.5, nosso famoso Leopard.

Stacks

Pode ser que ainda demore alguns dias para chegar ao Brasil, mas muita gente já sabe como ele funciona, suas características principais e algumas especificações, mas apenas uma palavra define o que é o OS X 10.5: sensacional. Espero poder contar a vocês algo mais do que já se sabe oficialmente, tanto as coisas boas como as não tão boas, e mostrar por quê o Leopard será sim o software mais vendido da história da Apple.

Primeiro, vamos falar da caixa. Quando peguei aquele pedaço de cartolina, mágicamente trabalhado, que refletia minha imagem ao redor do X em um efeito tridimensional, já quase deu vontade de só ficar admirando tal obra de arte. Um fundo espacial, com uma nebulosa por trás, que dá o tom da vedete do novo sistema, atendendo pelo nome de Time Machine. Com tal visual, o apelo da Apple para o fato de que essa ferramenta será uma revolução na tecnologia de cópias de segurança é evidente. Mas nem tudo é máquina do tempo no sistema, então vamos abrir a caixa e ver o que há dentro.

Box

Como só há um DVD de mais de 7GB no pacote, não parece estranho a caixa ser tão fina e leve. Inclui também um manual estilo “guia rápido”, em um livrinho muito bem trabalhado com as principais características do sistema, e os adesivos da maçã, logotipo da empresa. Minha primeira instalação foi uma atualização em um MacBook, Intel Core Duo, com 1GB de RAM. O tempo total chegou a passar de uma hora, porque o HD de 60GB estava quase cheio.

Install

Depois de instalar, hora de ver como ficou. Bom, as impressoras desapareceram, mas meu fundo de tela continuou o mesmo, e todos os meus programas continuaram na área de trabalho. O Dock, renovado, agora reflete tudo o que se ponha acima dele. Não gostei muito dos menus transparentes, porque se sua imagem de fundo tem detalhes escuros no alto, confunde com as letras do menu.

Quando me lembrei dos rumores, também fiz o teste do dock alinhado nas laterais do monitor, para ver se o 3D desaparecia, e sim, as fotos que estão por aí são reais. Dock negro, com os ícones dentro. Além dos meus programas de antes, surgiram os Stacks da pasta Documentos e dos downloads. Um clique para saber como o computador iria reagir, e primeira surpresa: em modo grid o sistema demora pra desenhar os ícones. Mas foi só no início, depois já melhorou.

dock

São muitas características novas para falar em um único texto, então vou tentar citar coisas que não estão nos tutoriais que muitos já viram. Uma das dúvidas do pessoal é se o Time Machine funciona com iPod em modo disco de armazenamento. A resposta é: NÃO. Time Machine, por enquanto, só com HD externo. Ah, e quem esteja preparando apresentações sobre o sistema, prepare e estude bem essa nova ferramenta: não é muito fácil fazer todas as demonstrações de recuperação, apesar de que, em uma situação real, sim funciona, e funciona bem.

O Time Machine não dá opção de mudar o intervalo entre as cópias, é sempre de hora em hora, ou manualmente, clicando com o botão direito (Control + Click) sobre o ícone do programa no Dock e escolhendo a opção de backup. Além disso, acho um pouco complicado o critério de seleção de pastas para realizar as cópias: por exclusão, o que nos obriga a remover inúmeras pastas se queremos algo muito específico somente, em vez de todo o disco rígido.

Fiquei maravilhado com o Mail. Detecta datas no idioma que seja, para criar tarefas dentro do próprio programa, que também aparecem no nosso iCal. Sobre o iChat, nem vou falar nada. Apenas que, além de ser mais divertido, tem funções muito úteis como o compartilhamento de Desktop e o iChat Theater, para ver apresentações, vídeos e outros documentos na janela da conversa.

Outra coisa que também irá revolucionar a maneira de ver documentos é o Quick Look. Ele abre vários formatos sem precisar ter o programa para abri-los. Ou seja, agora poderemos ver apresentações PowerPoint sem ter que instalar o Office, como exemplo. Isso é possível porque a Apple desenvolveu plugins, permitindo a visualização de documentos, imagens e vídeos. Infelizmente, não abre alguns formatos mais específicos, como EPS. Parece que pouco a pouco vão saindo atualizações, para que mais programas sejam compatíveis com a novidade.

quickview

E para começar, é isso. Ainda temos muito, mas muito que falar sobre o Leopard. Só um detalhe: eu achei ele meio lento no MacBook em que foi instalado, mas já vi ele ir relativamente bem em Mac mini, iMac Intel branco, e até em um iBook de 933MHz! Bom, não ia lento, mas em determinados momentos é necessário ser paciente.

Quem tiver perguntas sobre o Leopard, faça aqui nos comentários, para que nós possamos ir postando as soluções e assim ir destrinchando ainda mais o novo sistema. Falta apenas uma hora para ele ser lançado!

Finalmente, chegou.

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