Produtividade com iPhone

Colaboração especial por Everaldo Coelho.

O iPhone sem dúvida é um sucesso. Vários motivos me levaram a comprar um aparelho de telefone celular. E, como sou usuário de Macs, passados alguns anos o modelo da Apple me pareceu a melhor escolha. E foi, sem dúvida, uma grande decisão! Em pouco tempo, o iPhone se tornou minha principal ferramenta de gerenciamento e produtividade.

Everaldo com o iPhoneAcordo todos os dias ao som do iPhone. Configuro o despertador para tocar o ringtone “harpa”. É suave. Eu sou um cara sensível pela manhã e despertar com algo que se confunde com o som do alarme de incêndio do prédio não é algo que me alegra o dia. Dou uma olhada rápida no Weather para checar a previsão do tempo.

Duas vezes por semana eu vou à academia pela manhã para assistir minha filha na aula de natação. Tenho uma conta de e-mail .Mac e três IMAP, configuradas no iPhone. Enquanto minha garotinha mergulha com algum bichinho de borracha esquisito fabricado na China, eu, entre um aceno e outro, aproveito a conexão Wi-Fi para dar uma olhada rápida nos meus emails, verificar minha agenda, calendário para o dia, e uso esse tempo também para checar minhas listas de próximas ações.

No dia-a-dia adotei a metodologia GTD (”Get Things Done”, publicado no Brasil com o criativo nome: “A Arte de Fazer Acontecer”), do escritor americano David Allen. No Mac, uso o TaskPaper para gerenciar minha lista de tarefas. Eu o prefiro, porque diferentemente dos outros softwares GTD, ele é desenvolvido de modo a simular o uso de listas em folhas de papel. Um método simples e eficiente. Para sincronizar com o Notes do iPhone, uso o aplicativo AFPd e alguns aplicativos que eu mesmo criei no Automator, baseado nos scripts desenvolvidos pelo Spatialviews.com.

Meu modelo de trabalho me permite trabalhar em qualquer lugar do planeta onde exista conexão com a internet. E tento não fazer isso dois dias no mesmo lugar. Nas últimas semanas tenho desenhado em cafés, onde o ambiente calmo e introspecto me inspiram. Como gosto de trabalhar sempre em lugares diferentes, o Google Maps seria bastante útil. “Seria”, se eu soubesse qualquer nome de rua. Sou daquele tipo de cara que sabe ir, mas não sabe dizer como chegou.

O MacBook Pro e a mesa gráfica Wacom são ótimas ferramentas e tem toda a mobilidade que eu aprecio. Quando estou fora do Studio desenho por cerca de 3 horas e meia, que é em média a duração da bateria. Depois, enquanto meu laptop recebe carga para um novo ciclo, converso via chat com meus colegas do Yellow. Para chat, no iPhone, uso normalmente dois programas: o s4iPhone, que se conecta a rede Skype, e o BeeJive, para as redes MSN e AIM.

Existem outras ótimas opções de messengers online, como por exemplo o Meebo, e também aplicativos nativos como o Móbile Chat e o Apollo. Prefiro o BeeJive porque me permite permanecer conectado a rede por até duas horas, mesmo quando desligo o Safari. Aproveito esse período de tempo também para fazer minhas ligações telefônicas do dia.

Perto do fim da tarde, vou ao Studio onde faço revisão, gerenciamento e direção dos projetos que estão sendo desenvolvidos pela equipe de arte. Mais uma vez, uso o aplicativo Notes — que mais tarde vou sincronizar com o TaskPaper do MacBook.

Em trânsito, costumo ouvir audiobooks. É um formato novo para mim. Tem sido muito útil, especialmente para aqueles livros para os quais eu não teria tempo para ler no formato tradicional. Terminei agora “O Caçador de Pipas”, best-seller do escritor afegão Khaled Hosseini, e começo a ouvir “O Monge e o Executivo”, de James C. Hunter.

Infelizmente ainda não existe um bom editor de textos para o iPhone, apesar dele já ser hoje a minha principal ferramenta de redação. Este artigo que você lê agora foi criado em dois tempos. Parte escrita no MacBook, parte no iPhone. Uso o Mail como editor. Crio uma nova mensagem e a salvo como rascunho. Graças às configurações das contas IMAP, qualquer alteração feita no texto — seja no Mail do MacBook, do iPhone ou via webmail — é sincronizada automaticamente em todos os dispositivos.

Além de ser uma ótima ferramenta de produtividade no trabalho, o iPhone também tem sido meu companheiro de academia. Eu devo dizer que não sou um atleta fantástico, e nem um grande fã de academias. De fato, gosto de me sentir bem com meu corpo. Mas não faço parte do grupo dos que tentam se assemelhar aos modelos das fotografias de propaganda (pessoas pagas para não comer e regiamente recompensadas por não se parecerem em nada com seres humanos).

Meus treinos diários duram de uma hora e meia à duas horas, divididas em exercícios aeróbicos e musculação. Começo com trinta minutos de esteira ou elíptico e aproveito esse tempo para responder os emails que ficaram pendentes durante o dia. Quando há poucas mensagens, assisto algum episódio das minhas séries preferidas de TV: Lost, Dexter ou Heroes. Enquanto faço exercícios de musculação costumo ouvir podcasts — prefiro sempre os relacionados à psicologia ou empreendedorismo. Termino meu treino com mais meia hora de aeróbicos, comumente bicicleta ou elíptico. Faço isso enquanto leio o ebook “O Ócio Criativo”, do italiano Domenico de Masi, usando o aplicativo Books.app.

Além dos aplicativos mencionados, uso também: o Lockbox, um ótimo gerenciador de senhas e números de cartão de créditos. PDF view, entendo que muitos ebooks são disponíveis apenas em arquivos PDF. O Books é um ótimo aplicativo, mas infelizmente não é compatível com esse formato. Voice Notes, de um modo geral, minha preferência são por notas de texto. Mas quando as idéias vêm em momentos em que escrever não é uma possibilidade, esse aplicativo é bastante útil.

Muitas novidades interessantes devem surgir com a liberação do kit oficial de desenvolvimento (SDK) para aplicativos para o iPhone, no final deste mês.

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