Coletiva da Claro detalha tudo sobre a chegada do iPhone 3G ao Brasil, confira

Tal como marcado e previsto, o MacMagazine participou agora há pouco da coletiva para a imprensa da Claro que lançou o iPhone 3G oficialmente no Brasil. O aparelho começará a ser vendido amanhã, sexta-feira (26), em 15 cidades do país, num total de 25 pontos de venda. Os planos e preços, nós já divulgamos mais cedo.

João Cox, presidente da Claro, iniciou a coletiva fazendo um pronunciamento que a destacou como a primeira operadora de telefonia celular do Brasil a assinar um contrato com a Apple. Segundo ele, a vontade de soltar informações o quanto antes era muito grande mas, devido a cláusulas de contrato assinadas com a Maçã, eles estavam impedidos de fazê-lo.

A explicação para os altos preços do aparelho no Brasil, expôs Cox, são os impostos de importação (ICMS + tarifas aduaneiras + frete). O que muita gente não entende é que os US$199 cobrados pelo aparelho nos Estados Unidos não são o preço que a Claro (ou qualquer outra operadora) paga por ele. Esse custo já contém o subsídio da AT&T. Os valores exatos não foram (e nem podem ser) divulgados, mas estima-se que ele saia por volta de US$500. A Claro afirma que o subsídio do iPhone é “elevadíssimo” e superior a outros modelos de smartphones.

Ainda assim, a Claro está bastante satisfeita com a negociação conquistada em parceria com a American Express e se coloca como a primeira empresa do mundo a oferecer uma condição de compra tão facilitada para o aparelho. A depender do plano escolhido, o iPhone 3G de 8GB pode ser dividido em até 24 parcelas sem juros de R$41,67.

Clientes que entrarem no plano de financiamento de 24 meses terão total direito de trocar de operadora após o seu contrato máximo de fidelização de 12 meses — uma coisa não influi na outra. Qualquer um pode, evidentemente, quebrar o contrato quando bem entender e, a partir das cláusulas definidas, pagar as taxas e multas devidas. Os que não forem clientes AMEX poderão adquirir o iPhone 3G em parcelamentos de 10 a 12 vezes sem juros, a depender do cartão de crédito.

Durante a conferência, Cox foi questionado sobre o baixo limite de dados imposto nos três planos lançados pela Claro para o iPhone 3G. Segundo ele, os 200MB oferecidos no Claro 400 são mais do que suficientes para quem utiliza emails e coisas básicas no aparelho, mas, quem precisar, poderá adquirir pacotes avulsos com mais megabytes mensais de dados.

“A operadora já está preparada para suportar um alto volume de dados”, disse, principalmente pelo fato de o iPhone não ser o primeiro aparelho 3G a ser utilizado em sua rede. A verdade é que, com a facilidade de uso e benefícios proporcionados pelo iPhone, a tendência é os usuários necessitarem de planos de dados com uma franquia acima do convencional. A criação desses três planos, explica, foi uma exigência da própria Apple. Todavia, qualquer cliente da Claro poderá adquiri-los (ou migrar de um outro plano) sem a necessidade de comprar ou sequer utilizar um iPhone 3G.

Como divulgamos anteriormente no MacMagazine, mais de 100 mil pessoas se cadastraram no site da Claro apenas na primeira semana de abertura do seu formulário online, no início de julho. A idéia de criar esta base, porém, foi meramente informativa. O que a operadora tem feito recentemente é entrar em contato com essas pessoas — em ordem de registro — para verificar o nível de interesse no aparelho e, caso seja positivo, lhes passar informações sobre os planos e preços disponíveis para a aquisição do mesmo. Quando questionado sobre o total de pessoas cadastradas, Cox brincou: “Não queremos divulgar para deixarmos a Vivo curiosa.”

O lote inicial de aparelhos recebidos pela Claro, ao contrário do que o Macworld havia divulgado anteriormente, é de 30 mil aparelhos. A previsão de vendas não pôde ser revelada, mas a expectativa é de que ele suma das prateleiras “o mais rápido possível, quem sabe em um dia.” A programação para o ano todo (incluindo o Natal) já foi feita entre a Claro e a Apple, mas Cox não revelou a quantidade de aparelhos que chegará em futuros lotes.

“Esperamos que a Apple regularize sua demanda mundial e possa atender aos nossos pedidos”, afirmou. A requisição inicial da Claro foi bastante superior aos 30 mil telefones recebidos, por isso espera-se que faltem aparelhos nesta primeira etapa. A prioridade serão as pessoas que fizeram cadastro prévio no site da operadora (até por questão de respeito), mas, em breve, com a chegada de novos lotes, a Claro espera poder atender a toda a demanda de clientes interessados no iPhone 3G, além de passar a distribui-lo também para redes varejistas parceiras.

Aos brasileiros que já utilizam iPhones de primeira geração em território nacional, Cox reiterou que a homologação da ANATEL foi para o modelo 3G. Além disso, explicou que o negócio da Claro é prestar serviços, apesar de também vender aparelhos. Portanto, a menos que o telefone esteja bloqueado, os chips da sua operadora deverão funcionar perfeitamente em iPhones de primeira geração. Os aparelhos vendidos pela Claro são todos bloqueados, mas “são passíveis de desbloqueio”, segundo palavras do próprio Cox. Sua empresa seguirá a lei nacional à risca.

Em todos os seus anos trabalhando na área de telefonia, Cox afirma que nunca viu pessoas tão ansiosas por um produto. Segundo ele, o iPhone 3G atrai de executivos, publicitários e artistas até geeks dos mais aficionados. A Claro revelou que o público-alvo do aparelho serão principalmente pessoas de 25 a 35 anos (ambos os sexos) dentro das classes A e B. As vendas miram planos predominantemente pós-pagos.

Questionado sobre a portabilidade numérica, Cox considera que o diferencial da sua operadora será a prestação de um serviço de qualidade. Ele, inclusive, provocou os jornalistas a pesquisarem no site da ANATEL qual das operadoras possui um menor número de reclamações entre os clientes. O iPhone 3G é considerado um objeto de desejo e certamente contribuirá para a estratégia de obtenção de mercado da Claro.

Amanhã, as 25 lojas que venderão o iPhone 3G abrirão normalmente em horário comercial. A expectativa é de que não haja tumultos nem filas enormes, mas a empresa já está preparada para um fluxo grande de pessoas, tanto no sentido de organizar a movimentação nos pontos de venda quanto no de informar a todos sobre os procedimentos de acesso ao aparelho.

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