Walmart decide encerrar servidor de músicas com DRM

A Walmart abriu sua loja de músicas online em agosto de 2007, mas só seis meses depois decidiu liberar todo o seu catálogo de artifícios para a proteção de direitos autorais. Super bacana, mas ninguém pode esquecer que tudo comprado antes disso ainda está à mercê dos seus servidores… que serão desligados.

É isso mesmo: a gigantesca rede varejista anunciou ontem que, em menos de duas semanas, encerrará a operação de todos os seus servidores de DRM. Isso significa que, a menos que sejam utilizadas em computadores já autorizados, músicas compradas naquela época se tornarão inúteis. Se você trocar de máquina ou tiver que formatá-la, esqueça toda a sua coleção protegida.

A companhia solicita que seus consumidores da Walmart.com Music ripem CDs com as músicas protegidas até 09 de outubro — artifício este que “burla” o sistema de proteção, permitindo que elas sejam importadas novamente sem DRM. Isto é, ao invés de reservar uma ínfima parcela do seu faturamento anual para a manutenção de servidores de autorização, ela preferiu jogar a tarefa nas mãos dos seus fiéis consumidores. E o pior: quanto mais fiel ele for (quanto mais músicas tiver comprado na loja), mais CDs terá de comprar/gravar para não perder sua coleção.

Sinceramente, a decisão de encerrar o funcionamento dos servidores é totalmente soberana da Walmart, mas fazê-lo desta forma só prejudica a forma como consumidores vêem o “mercado legal” de comercialização de conteúdos digital online. No mínimo, ela teria que ter desenvolvido uma solução em software que pudesse ser aplicada sobre os arquivos e liberá-los de DRM. Triste.

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