Mistérios no fundo do mar: cabos de internet misteriosamente cortados!

Há mais mistérios no fundo do mar do que sonha a nossa vã filosofia. A paráfrase da célebre frase de Shakespeare parece-me perfeita para descrever o que vem acontecendo, nas últimas semanas, nas profundezas de nossos oceanos.

A Interoute, empresa de infraestrutura de rede e internet, relatou que, recentemente, três de seus quatro cabos submarinos que provêem o tráfego de dados entre a Ásia e a América do Norte foram rompidos ou danificados.

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Considerando-se nosso atual nível de dependência virtual — afinal, utilizamos a internet para quase tudo, desde pedir um kibe para o jantar até para prover grandes movimentações financeiras em nível mundial — é possível imaginar o nível de criticidade desta questão.

A empresa indiana Flag Telecom, por sua vez, divulgou que somente na última semana seus cabos submarinos foram danificados quatro vezes, afetando o tráfego de dados na região do Oriente Médio. Embora remota, a possibilidade de tais ocorrências serem frutos de sabotagem ou terrorismo existe. Para Jonathan Wright, diretor mundial de vendas da Interoute, o rompimento dos cabos seria provocado pelas âncoras de grandes navios.

Obviamente que esses cabos não são a única via de comunicação de dados existente, pois não há — ou ao menos não deveria haver, mas isso é uma outra história — implementação de infraestrutura de rede (seja rede local, wireless ou internet convencional) sem o planejamento e implantação da redundância adequada.

No entanto, a queda de um circuito de comunicação, como é o caso, acaba sobrecarregando os demais links e ocasionando perda de performance e indisponibilidade de vários serviços. As Ilhas Maldivas são, até o momento, a área mais afetada, com 100% de seu serviço de internet indisponível, seguida pelo Egito, com 82% de indisponibilidade, e a União dos Emirados Árabes, com 68% de seus serviços afetados.

É por essas e outras que não vejo a hora do protocolo DTN, desenvolvido pela NASA para a internet interplanetária, começar a substituir nosso velho e bom TCP/IP, como forma de mitigar os riscos advindos de uma situação como esta. E para você, o que anda provocando estes estragos?

[Via: ZDNet.]

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