Mozilla teve suas relações com o Google prejudicadas devido ao Chrome

Em entrevista ao Computerworld, John Lilly, atual CEO da Mozilla, admitiu que as relações de sua companhia com a gigante de buscas se tornaram “mais complicadas” desde que esta lançou o Chrome, há alguns meses. Isso é preocupante porque a desenvolvedora do Firefox depende do Google para obtenção da grande maioria dos seus lucros.

Firefox e Google

Isso não significa, claro, que ambas não estejam mais juntas: os engenheiros da Mozilla trabalham junto com o Google no desenvolvimento do Firefox, em especial para aprimorar seus recursos de busca e compatibilidade com plugins e extensões. Mas é claro que o foco do Google agora deixou de ser o segundo navegador mais usado no mundo.

Lilly não deixa de acreditar que a relação com a sua maior parceira esfriou nos últimos meses, graças à chegada do novo navegador. “Nós ainda temos um bom relacionamento, mas estaria mentindo se dissesse que as coisas não estão mais complicadas do que antes”, disse.

Voltando-se para inclusão do Chrome como navegador padrão do Google Pack, o CEO da Mozilla disse que ela está em uma posição estranha, já que isso seria colaborar e competir com a gigante de buscas em seu próprio pacote de aplicativos gratuitos. “Nós vamos competir”, disse ele. “Isso é uma escolha do usuário”, finalizou.

Deixando a relação/concorrência do Google com o Firefox de lado, Lilly diz que é uma necessidade do Google trabalhar e manter controle do seu próprio navegador de internet, já que ela está na rede para oferecer o melhor modelo de negócio possível, o que inclui manter direitos sobre o software. E, claro, ele não nega que o Google oferece a melhor experiência de busca do mundo, por isso as duas empresas são parceiras, sendo que ele acha normal que haja concorrência entre elas ocasionalmente. Agora, eu pergunto: quem mais além de Google e Mozilla anda fazendo isso?

Sobre o acordo que ambas possuem, o CEO da Mozilla disse que a equipe do Firefox não terá que fazer nada de extraordinário a curto prazo, por se tratar de um longo tempo em que as empresas trabalharão juntas — o contrato foi renovado recentemente por mais três anos e vai até 2011. Mas a idéia é que a sua companhia continue desenvolvendo softwares cada vez melhor relacionados à web, garantindo a maior parte dos seus lucros com a internet.

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