Explosão em vendas de músicas durante 2008 faz álbuns perderem espaço mais um vez

Ícone musicalPara os Estados Unidos, o ano de 2008 foi marcado pelo sucesso das vendas de músicas em formato digital. Os norte-americanos compraram conteúdo nesse formato a números nunca antes vistos, o que favoreceu muitos distribuidores online — entre eles a iTunes Store, que chegou ao topo dessa lista. O mesmo sucesso, obviamente, não pôde ser aplicado às vendas de álbuns musicais — o principal meio de lucro das gravadoras.

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De acordo com os últimos dados da Nielsen para o final do ano passado, a venda de músicas em todos os formatos possíveis — CD, vinil, cassete (!) e todas as formas de distribuição digital, incluindo clipes musicais — registrou um crescimento de 10,5% em relação a 2007, com 1,5 bilhão de faixas adquiridas. Deste número, 70% dos lucros foram gerados apenas pelos distribuidores digitais.

Em relação a 2007, houve um aumento de 27% nas vendas de músicas por meios digitais — 1,07 bilhão em 2008, contra 844,2 milhões em 2007. Praticamente, a cada música adquirida em um CD, 2,5 são adquiridas de forma digital, e isso não para de crescer: na semana dos feriados (24/12 a 1/1), foi registrado recorde de vendas por meio de distribuidores digitais, num total de 41 milhões de faixas baixadas.

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Voltando-nos para o lado dos artistas — que já estão mandando muito bem no meio digital, é possível percebermos o quanto a venda digital favoreceu a sua popularização por meio da internet. Durante 2008, 71 músicas atingiram a marca de 1 milhão de downloads, contra 41 em 2007, e muitas outras não alcançaram a marca por bem pouco. Isso apenas comprova o quanto músicas vendidas individualmente fazem mais sucesso do que os CDs e o quanto artistas renomados que ainda não estão no meio digital estão perdendo.

A tendência é que em 2009 o bom desempenho das vendas digitais continue a sobressair-se, e as gravadoras deverão perder anda mais com a venda de CDs, visto que ele já demonstrou ser, para os artistas, um meio de propagação de sucesso mais lento que o conteúdo digital. Inclusive, é fato que a revolução da música digital, tão pregada pela Apple, ainda possui um outro desafio importante para este ano: fazer com que os artistas e gravadoras abandonem a distribuição de conteúdo em mídias físicas, o que vem ocorrendo há bastante tempo. Em 2007, cerca de 40% dos lançamentos musicais foram apenas digitais.

[Via: USA Today.]

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