Resenha + vídeo-aula: VMware Fusion 2.0.1

Ícone do VMware FusionDemorou muito tempo para eu dar uma chance ao VMware Fusion, admito. Não vou dizer que me arrependi porque não sou usuário assíduo de softwares de virtualização, mas sempre tenho um instalado por aqui, para quando houver necessidade. O fato é que, desde que migrei para a plataforma Mactel, tenho utilizado o Parallels Desktop que, bem ou mal, nunca deixou de me atender quando eu precisei.

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Visitei o estande da VMware nesta última Macworld Expo e, depois de ser apresentado ao produto — que chegou recentemente à geração 2 e, mais recentemente ainda, ganhou um update para a versão 2.0.1 —, consegui uma cópia completa do Fusion para testes. Tenho utilizado-o há alguns dias na minha máquina e estou muito contente com o produto.

VMware Fusion

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O Parallels Desktop para Mac, apesar de muito bom em sua terceira geração, estacionou um pouco em avanços e só chegou à versão 4.0 no começo de novembro do ano passado, porém aos trancos e barrancos, de maneira que preferi nem sequer investir nela. Perdi a conta de quantos textos li por aí de gente insatisfeita com o produto, afirmando que ele ainda está super bugado e instável. As novidades, porém, prometiam muito — inclusive deixar a VMware pra trás na briga, que é muito bonita entre as duas empresas. Sorte nossa, é claro.

VMware Fusion

A instalação do VMware Fusion 2.0.1 é super simples, como qualquer outro aplicativo para o Mac OS X. Ao abri-lo pela primeira vez, você tem uma rápida apresentação do programa, pode criar uma máquina virtual dali mesmo ou assistir a alguns tutoriais em vídeo — ótimos para iniciantes. No meu caso, porém, eu optei pelo menu File » Import, com o objetivo de trazer a minha VM do Parallels para dentro dele. Se a sua situação for a mesma da minha, tenho algumas observações a tecer:

  1. O passo é pouco documentado pela VMware, mas importantíssimo: antes de realizar a importação, abra a máquina virtual no Parallels, vá ao Painel de Controle e remova o Parallels Tools — software responsável pela integração do sistema operacional hospedeiro com o cliente. Se você não fizer isso, o Fusion anulará os seus efeitos, porém ele ficará para sempre instalado, já que o seu sistema de remoção deixa de funcionar dentro do Fusion.
  2. Se a sua máquina virtual do Parallels pesa, digamos, 25GB, esteja preparado para ter pelo menos (se não um pouco mais de) 25GB livres no seu disco rígido, já que o processo de importação realmente duplica todos os dados. Por outro lado, você pode continuar usando o Parallels Desktop paralelamente (sem trocadilho) ao VMware Fusion e, se qualquer coisa der errado na importação, a VM antiga continuará lá, intacta.
  3. Não tenha pressa. Na minha máquina, todo o processo de importação levou cerca de duas horas.

VMware Fusion

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A conversão em si, porém, não poderia ser mais bem feita: logo ao lançar a máquina virtual no Fusion pela primeira vez, o software instala a VMware Tools automaticamente e reinicia a VM em seguida, implementando integração total entre ambos os sistemas operacionais. Inclua aí o cursor do mouse, drag & drop de arquivos, copy & paste de conteúdo, compartilhamento de pastas etc.

VMware Fusion

No Fusion, as configurações de cada máquina virtual incluem definições de compartilhamento de arquivos/pastas e aplicativos, processador e RAM, aceleração 3D do display, estado da bateria, impressoras, o AutoProtect (chamo ele de “o Time Machine do VMware Fusion”), rede, disco rígido, mídias ópticas (CD/DVD), som, dispositivos USB e outros aparelhos em geral.

VMware Fusion

Em termos de recursos, integração e compatibilidade do Windows com o Mac OS X, ambos VMware Fusion e Parallels Desktop são muito parecidos. Todavia, devo dizer: o Fusion roda muito mais rápido e leve na minha máquina do que o Parallels 3.x. Sei que a versão 4.x deste trouxe muitos aprimoramentos em performance, porém, como já disse no início do artigo, até hoje não tive oportunidade de experimentá-la, então não posso tecer quaisquer comentários.

Gravei uma vídeo-aula com uma passada geral pelo VMware Fusion e uma demonstração prática do seu funcionamento e performance. Observe, como disse no início do vídeo, que o software de gravação da vídeo-aula (o ScreenFlow, caso esteja curioso) já é um tanto pesado em uso de CPU/memória, portanto, se ele não estivesse rodando, a coisa teria sido ainda melhor.

Caso você tenha se interessado, o VMware Fusion 2.0 para o Mac OS X custa US$80, porém há uma versão gratuita de testes disponível para download, que funciona por 30 dias. Confira aqui os requerimentos de sistema e todos os SOs suportados pela virtualização dele.

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