Japoneses respondem à mídia mundial e negam detestar o iPhone

iPhone JapãoO AppleInsider escreveu neste sábado um dos maiores artigos que já li por lá — e olha que a média deles já não é nada pequena. 😛 O tema? Usuários japoneses respondendo a artigos publicados na mídia e blogosfera mundial — inclusive aqui no MacMagazine — sobre a população da terra do sushi detestar o iPhone.

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“O artigo publicado originalmente na Wired.com é totalmente falso e já foi editado pelo menos duas vezes”, diz um deles. Aparentemente, os comentários da matéria foram “reciclados” de reportagens antigas e postos fora de contexto. Os dados utilizados inclusive envolvem uma firma de pesquisas supostamente “anti-Apple” — manipulação, como todos sabemos, é a coisa mais fácil do mundo de se fazer.

Nobuyuki Hayashi — jornalista citado como fonte pela Wired.comvai além e escreve numa resposta os pontos fortes e fracos do iPhone no Japão. “A maioria dos japoneses nunca tocou em um”, conta ele. “Basta eu ensinar-lhes o básico, mostrar-lhes o aparelho e deixá-los brincar um pouquinho, para que todos mudem de pensamento e se tornem fãs do iPhone.” Daiji Hirata e Rick Cogley são outros dois que se mostram bastante satisfeitos com o produto.

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No geral, porém, o mercado japonês continua sendo bastante complicado e peculiar, por isso a Apple não faz tanto sucesso — em números — junto à sua parceira, a SoftBank. Especialistas afirmam até mesmo que o controle e limitações impostas pela Maçã para o marketing do produto (e isso ela faz em todos os países) podem estar prejudicando a penetração do seu smartphone no Japão. Outros, é claro, citam a falta de recursos como sintonizadores de TV e a possibilidade de usá-lo como um sistema de pagamento móvel como fatores cruciais para a sua dificuldade em se popularizar.

Há uma semana, a SoftBank anunciou uma promoção que dará iPhones 3G de 8GB de graça para todos os que assinarem contratos de dois anos com ela. A estimativa é que, até hoje, entre 300 e 400 mil unidades do aparelho tenham sido comercializadas no Japão — o que não é nada mal, na minha opinião.

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