Afinal de contas, por que “Mac é Pop”?

Quando eu era adolescente, ficava abismado com a quantidade de computadores Macintosh que via em filmes e seriados vindos dos Estados Unidos: cheguei a perguntar para um amigo de lá, certa vez, se Macs eram assim, tão ubíquos quanto na TV. A resposta dele não podia ter sido mais eloquente: “Que Macs?!”

Daí ficou o mistério: como podem produtos tão restritos quanto os que têm uma maçã no verso estarem “em todas”? A resposta está bem explicada neste ótimo artigo do Edible Apple, mas gostaria de oferecer a versão curta e grossa para aqueles que não tiverem tempo de ler tudo.

Mac é Pop Terminator
"Tá olhando o quê? Este é meu e ninguém tasca!"

Spoilers! Desconfia-se de que a Apple não pague um centavo que seja para aparecer em séries famosíssimas, pois ela simplesmente daria os produtos de graça. Fim dos spoilers. Agora vamos à análise mais detalhada…

O famigerado product placement é uma forma de driblar os confortos que a tecnologia trouxe para a sala de estar: por que alguém assistiria a comerciais (por melhores que sejam), se dá pra gravar a programação e simplesmente acelerar tudo na hora das propagandas? A saída para quem quer propagar suas mercadorias é enfiá-las _dentro_ dos programas, seja simplesmente “sendo” ou sendo mencionadas diretamente em algum momento.

A primeira forma é a mais divertida de procurar (“Olha lá! Congela, volta três frames, dá zoom no canto superior esquerdo… EU SABIA que era um iMac naquela mesa!’), mas a segunda é a que dá mais exposição. Em um ou outro caso, a Maçã está bem servida, como nossos posts Mac é Pop podem provar. 😉

Voltando aos trilhos… Como o pessoal de Cupertino faz para que seus produtos apareçam de formas tão proeminentes em algumas das séries e filmes de maior sucesso no mundo? Lógico que há um tanto de pioneirismo nesse sucesso todo: a Maçã foi uma das primeiras companhias a ter pessoal contratado exclusivamente para providenciar que o maior número possível de olhos pousassem sobre seus produtos. O processo como um todo, porém não é claro, mas uma coisa é certa: a Apple já declarou com veemência que não paga para aparecer. A dedução lógica que sobra é que os iMacs, MacBooks e iPods que vemos povoando a telinha “só têm um V” — eles vão, mas não voltam.

Não podemos deixar de levar em consideração outros fatores, claro: os artistas podem ser mais antenados com a Maçã, a Apple já tem toda uma relação com vários estúdios por conta da iTunes Store e Steve Jobs faz parte do quadro de diretores da Walt Disney Company (foi mal!). Algo que também conspira demais a favor, sem dúvida, é o fato de produtos da Apple serem reconhecíveis de cara: você saberia diferenciar um notebook Dell de um HP ou Sony, apenas olhando de relance? Pois é, kudos para o Jony Ive e continuem mandando sugestões de Mac é Pop: a casa agradece.

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