WSJ.com crê que a AT&T deva eliminar o plano ilimitado de US$30/mês por causa do iPhone

A tendência natural quando pensamos em operadoras de telefonia celular é que, pouco a pouco, a demanda crescente faça o preço dos planos de dados despencar. Uma análise publicada hoje pelo WSJ.com, porém, duvida que novas receitas de dados através de navegação pela web e serviços de entretenimento se tornem lucrativas.

Publicidade

O iPhone mais uma vez é citado como exemplo e centro do estudo de uma pesquisa sobre gastos no segmento. Segundo ela, a AT&T como operadora exclusiva do aparelho nos Estados Unidos em breve se tornará vítima do próprio sucesso, com a avalanche de novos assinantes.

Hoje, ela cobra uma taxa fixa de US$30/mês e não impõe limite de transferência de dados. Enquanto isso, usuários do smartphone da Apple usam sua rede de duas a quatro vezes mais que donos de aparelhos concorrentes, acumulando tráfegos inesperados oriundos de games pesados, vídeos, músicas, fotos, podcasts e por aí vai. Como fica o investimento pra suportar isso tudo, então?

Publicidade

Pesquisa sobre uso de smartphones da Alcatel-Lucent

A solução mais óbvia para o problema, observa o jornal, é que operadoras abandonem planos de dados ilimitados, mas voltar atrás desta maneira agora certamente não ia ser nada fácil. Uma coisa é cobrar um adicional por tethering para laptops, outra é voltar atrás numa estratégia mercadológica porque o uso de um determinado do produto é acima do que o esperado.

Enquanto isso, rumores indicam que a AT&T caminhará justamente pro lado contrário, oferecendo em breve um desconto de US$10 no seu plano de dados. A curto prazo a novidade poderá ser muito boa para ela (e ainda mais para a Apple, que venderá rios de iPhones), mas a médio/longo prazo poderá prejudicar e sobrecarregar ainda mais a sua rede, deixando todos muito insatisfeitos.

Publicidade

Por outro lado, é confortante ver que a AT&T não está sozinha nessa história, ainda mais com o fim do seu contrato com a Apple perto de acabar. Tomara que a briga entre as operadoras fique cada vez mais acirrada, levando os preços para baixo e garantindo uma prestação de serviço de qualidade para os consumidores.

Posts relacionados

Comentários

Carregando os comentários…