Pesquisa mostra que lucros da Apple com a iPhone App Store são insignificantes

Há exatamente três semanas, a Apple se orgulhava e estampava em sua página inicial a tão esperada e histórica marca: mais de um bilhão de títulos já haviam sido baixados da iPhone App Store, entre opções gratuitas e pagas. Unindo isso a uma pesquisa recente do O’Reilly Radar, o pessoal do Lightspeed Venture Partners Blog (LVSP) estima quanto a Apple faturou com sua loja de aplicativos até então.

Surpreendentemente, o número é bem pequeno, algo entre US$20 e US$45 milhões. A análise levou em consideração principalmente a proporção de downloads de apps gratuitos e pagos, que hoje encontra-se entre 1:15 e 1:40. Para a O’Reilly, a média de preço pago por programas na App Store é hoje de US$2,65. Logo, uma continha básica leva estes números a US$70-160 milhões, ou seja, a fatia de 30% da Apple lhes proporciona a receita que citamos no início deste parágrafo.

Preço médio de apps pagos na iTunes Store

O que isso significa? Bom, pra começar, US$45 milhões a mais não é algo a se jogar fora, mas para uma empresa com quase US$30 bilhões em caixa realmente não é algo de espantoso. A App Store, tal como a iTunes Store, serve de suporte e impulso para a venda de hardware: iPhones e iPods. É disso que a Apple vive, este é o seu foco principal. Só em 2008, ela vendeu 13,7 milhões de smartphones e 22,7 milhões de PMPs.

O modelo de negócios da firma de Cupertino é baseado primordialmente na construção de plataformas, que não se sustentam ou se limitam a apenas um aparelho qualquer que não esteja conectado a um ecossistema de softwares e serviços. Isso é o que garante o seu sucesso e o que mais a diferencia da concorrência. A Amazon.com é uma das que aprenderam bem com ela e está aplicando o mesmo modelo com a sua Kindle Store e produtos correlatos.

[Dica do Guilherme Cherman e do Marcelo, obrigado!]

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