Google I/O 2009: Chrome para Mac pode ser lançado em breve; confira detalhes sobre o funcionamento das suas extensões

O primeiro dia da Google I/O 2009 também trouxe novidades interessantes para o navegador da gigante de buscas, mas antes de falarmos do tópico principal deste dia da conferência, vale a pena conferir o vídeo a seguir. Nele, Sergey Brin, co-fundador da empresa, é entrevistado por representantes do TechCrunch e fala sobre a versão do Chrome para Mac. Quando perguntado sobre a data de lançamento do navegador no sistema da Apple, Brin a princípio diz: “Eu pergunto isso de vez em quando.” Confira só:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=E3EtNkXBluc[/youtube]

O executivo fala que o navegador está chegando, obviamente sem dar previsões ou nada do tipo, mas destacando o bom trabalho da equipe empenhada no projeto, que mostrou sinais fortes de evolução nos últimos oito meses. No vídeo acima, outros executivos também falam dos experimentos em HTML 5 — nos quais o Mobile Safari 3.0 foi usado com “cobaia”, por meio do Latitude — e de YouTube.

Voltando ao seu projeto de navegador, Brin conta que os primeiros builds do Chromium eram publicados a cada poucos minutos, enquanto hoje esse intervalo subiu para algumas horas. Mas é importante lembrar que o principal nisso tudo é o Chrome: o Chromium não deverá deixar de ser um test shell para renderização de HTML e aprimoramentos em JavaScript; assim, o navegador final deve estar evoluindo num estágio mais avançado do que reportei há alguns dias aqui no MacMagazine.

O foco desta conferência no que diz respeito a Chrome, no entanto, estão sendo as suas extensões. Desenvolvedores web tiveram hoje a chance de conferir como elas realmente funcionarão para usuários finais — algo além dos exemplos simples de um tempo atrás –, bem como conhecer e compreender os últimos avanços do Google nessa área. Até os slides da sessão introdutória foram distribuídos de graça pelo Google para facilitar o trabalho dos que querem começar com isso agora:

Na implementação do Google, extensões não são difíceis de se escrever, considerando que você seja um desenvolvedor web com média experiência. Basicamente, são coleções de páginas que usam HTML, JavaScript e CSS, então você não precisa nem reiniciar o browser após elas serem instaladas. Elas também não precisam ser atualizadas a cada update no Chrome e, quando precisarem, o desenvolvedor simplesmente altera o código, publica a nova extensão e o navegador checa alterações no seu pacote e as baixa instantaneamente, como um novo site ao ser recarregado.

Seguindo a regra de um processo para cada coisa, extensões são independentes do navegador em si e das outras páginas. Mas fico pensando se o sistema não terá trabalho em separar cada extensão em um processo separado: sei lá, no Firefox eu vejo pessoas usando três ou quatro extensões com a mesma facilidade que vejo com 10 ou 15. Manter tantos processos deve aumentar o consumo médio do navegador como um todo no sistema, mesmo em comparação com o navegador da Mozilla hoje em dia.

Para saber mais sobre extensões para o Chrome, recomendo que vocês leiam a documentação do Chromium, que, apesar de limitada, fornece um bom número de tópicos para um estudo inicial. Para ter acesso a elas, infelizmente será preciso instalar um novo beta do Chrome, que já está em circulação desde que a versão 2.0 se tornou estável.

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