Resenha: Hydra cria imagens HDR em aplicativo para o Mac OS X ou plugin para o Aperture

Ícone do HydraHá duas semanas, publicamos aqui no MacMagazine uma resenha sobre o Prizmo, uma espécie de “scanner virtual” para quem só tem uma câmera digital. Hoje, falaremos do Hydra, outro software da Creaceed que também tem relação com imagens: ele cria fotografias HDR a partir de múltiplas fontes com exposições variadas. A gente inclusive comentou sobre ele em julho passado, mas agora vamos nos aprofundar na coisa — sem falar que, de lá pra cá, ele já foi atualizado algumas vezes.

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que não sou fotógrafo profissional e pouco entendo sobre o assunto. Aliás, os três exemplos que você verá neste post foram as primeiras HDRs que gerei na minha vida. Mais que isso, a minha câmera atual nem sequer é uma SLR — e sim uma Nikon COOLPIX P80 —, o que seria o ideal para este tipo de trabalho, por gerar fotografias em formato RAW (mas a minha não deixa de ser excelente).

A sigla HDR significa High Dynamic Range — ou “Grande Alcance Dinâmico”, em português. Da Wikipédia:

[…] são métodos utilizados em fotografia, computação gráfica ou processamento de imagens em geral, para alargar o alcance dinâmico (o trecho entre o valor mais escuro e o mais claro de uma imagem). A intenção dessa técnica é representar precisamente nas imagens desde as áreas mais claras, possivelmente iluminadas diretamente por uma fonte de luz, até áreas mais escuras, possivelmente em sombras.

O Hydra é oferecido pela Creaceed em duas versões: uma independente, em software para o Mac OS X, e outra em formato de plugin para o Aperture, o gerenciador de fotografias profissional da Apple. Visto que o funcionamento de ambos é idêntico, optei por este último, já que sou um usuário de longa data do Aperture.

A instalação do plugin é super simples, mas eu tive um pouco de dificuldade para encontrá-lo depois na interface do Aperture. Felizmente, você que lê o MM só precisa de uma imagem para que a dúvida seja respondida:

Hydra no Aperture

Antes de selecionar este item do menu Images » Edit With » Hydra HDR Processing…, é preciso, evidentemente, escolher as imagens que deseja trabalhar. Para isso, importe-as no Aperture e organize-as em projetos/álbuns, da forma que melhor lhe convir. O Hydra suporta até 10 fotografias em sua mesclagem, mas eu usei quatro no primeiro exemplo e cinco nos dois outros exemplos. Já é uma ótima quantidade para que se obtenham resultados interessantes com o produto.

A janela principal do Hydra traz uma visão tridimensional das imagens que você está trabalhando. Em cada uma das fontes, é possível fazer ajustes de contraste, temperatura e nitidez, além de, se você quiser, sobrescrever a exposição original. Seja gentil com os sliders: a depender da configuração manipulada, cada pixelzinho arrastado faz uma grande diferença na imagem.

Janela principal do Hydra

Da aba Import, vamos para Align, onde se faz o alinhamento/sobreposição de todas as fontes. Em grande parte das vezes, esse passo pode ser feito automaticamente pelo Hydra, inclusive com uma variação de pontos de referência, a depender da complexidade da imagem. Se você quiser, porém, pode realizar o processo manualmente, para ter certeza de que tudo estará nos conformes.

HUDs do Hydra

Daí chegamos, finalmente, à aba Merge, que é onde a mágica acontece. Em sua última versão — a 2.1 —, o Hydra possibilita que o usuário trabalhe tanto com uma imagem final HDR quanto com uma fotografia de 8 bits. Essa escolha vai depender da sua necessidade e do seu desejo de ter mais controle sobre esse passo do trabalho.

O mais importante, aqui, é definir a exposição final desejada e, logo abaixo, mais uma vez realizar as definições padrão de nitidez, saturação, brilho e contraste (além de escolher o modo de borda para as áreas sobressalentes da sobreposição de fontes, que pode ser espelhado). Para os usuários mais avançados, há toda uma área de configuração de mapeamento de tons, com métodos variados e um slider de força. Os resultados podem ficar surreais! 🙂

Quando estiver satisfeito com as suas configurações e ajustes, volte à janela principal do Hydra e clique em Save. Aí sim, ele realizará uma série de ações que podem demorar um pouquinho, a depender do poder de processamento da sua máquina e do peso das imagens. Quando tudo terminar, se estiver usando o plugin, a HDR já será colocada direto na sua biblioteca.

Hydra processando

Trago abaixo três exemplos criados por este iniciante que vos escreve, que nem sequer dispõe de um tripé pra facilitar as coisas um pouquinho (hehe):

Sala de Jantar

Exemplo 1 pro Hydra

Exemplo 1 pro Hydra

Prédios e Árvores

Exemplo 2 pro Hydra

Exemplo 2 pro Hydra

Prédios e Rua no Final da Tarde

Exemplo 3 pro Hydra

Exemplo 3 pro Hydra

Quer exemplos mais bacanas/profissionais? Clique aqui.

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Abaixo, você confere dois screencasts produzidos pela Creaceed para os iniciantes no Hydra. O primeiro dá uma visão geral sobre o aplicativo e traz suas funcionalidades básicas; já o segundo se foca nas configurações de blending (mesclagem) das fontes para a geração da imagem HDR.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ary-Fuamc9g[/youtube] [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=YVjhPb1iGa0[/youtube]

O Hydra requer o Mac OS X 10.5.4 Leopard ou superior e é um binário universal. Uma única licença de US$80 — disponível para compra no site da empresa — dá direito ao software completo e ao plugin do Aperture.

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