Dead pixels, barulho de trackpad e marcas de SuperDrive nos MacBooks recentes; extra: perfeccionismo da Apple Brasil :-P

MacBook branco

Incrível o que uma rápida troca de emails com um leitor pode gerar de informações interessantes. 😉 Foi o que aconteceu de ontem pra hoje com o Marcelo Ribeiro de Melo, que nos trouxe algumas coisas bacanas com base em sua experiência de compra de um MacBook branquinho nos últimos dias.

MacBook branco

Após saber da disponibilidade do novo modelo mais básico (MC240BZ/A) por R$3.500, o Marcelo foi a uma loja da Fnac e adquiriu o produto, mas logo teve que devolvê-lo, por ter descoberto um dead pixel no seu display. O vendedor não hesitou e entregou-lhe outra unidade. Pasme: ela estava com o mesmo defeito. Na terceira, o Marcelo finalmente saiu contente do lugar.

Só aqui, já vale um esclarecimento para todos: o caso acima foi pura sorte, ou talvez desinformação por parte do vendedor da Fnac. Monitores hoje em dia são compostos de milhões de pixels (mais ainda se considerarmos os três subpixels separados, RGB = vermelho, verde e azul), portanto a Apple e outras empresas seguem a política de considerar *normal* falhas em um certo número máximo de pixels, que varia por modelo.

Com os milhões de subpixels em um monitor, é bem possível ter alguns transistores com falha em um LCD. Desse modo, um determinado número de anomalias de subpixels é considerado aceitável. Rejeitar todos os painéis LCD que não fossem totalmente perfeitos aumentaria significativamente o preço de varejo dos produtos que utilizam monitores LCD. Esses fatores se aplicam a todos os fabricantes que utilizam tecnologia LCD, não apenas aos produtos da Apple.

Outro aspecto citado pelo Marcelo é que ele achou que, em um dos modelos de MacBook com deal pixel que pegou, o barulho do trackpad da máquina estava alto demais. Felizmente (mais uma vez), a unidade que acabou ficando com ele está “normal”, segundo sua concepção. Aqui, eu diria que isso é algo mais relativo ainda e, sinceramente, duvido muito que a Apple ou alguma rede autorizada fizesse a troca do computador por causa de alguma reclamação do tipo.

Bastante observador, o Marcelo notou ainda, no meio do troca-troca, que a marca dos SuperDrives dos MacBooks variou. O primeiro possuía um modelo da Pioneer, o segundo ele não conseguiu identificar e o terceiro é um Matshita. Intrigado com isto, fiz uma pesquisa sobre o assunto e descobri que, de fato, a Apple trabalha com múltiplas fornecedoras de SuperDrives, incluindo também a LG.

SuperDrive do MacBook Air
SuperDrive do MacBook Air

Os modelos variam entre gerações de máquinas, mas isso pode acontecer até dentro de uma mesma linha. Num rápido levantamento que fiz enquanto escrevia este artigo, concluí que os Matshita são os mais comuns hoje em dia. De cinco membros da equipe MacMagazine, cinco possuem máquinas com SuperDrives Matshita, e isso incluindo dois MacBooks Pro, dois MacBooks brancos e um Mac mini.

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Mas a melhor parte eu deixei pro final. 😀 Eu sei que a foto não está boa, foi tirada no iPhone (santa câmera de 3 megapixels do 3GS! :-P) do Marcelo e com pouca luminosidade, mas não está totalmente ilegível:

Etiqueta da Apple Brasil

Sim, isto é uma etiqueta colada pela própria Apple Brasil nas caixas dos produtos que tem comercializado recentemente. Ops, desculpem, eu disse Apple? Na verdade eu me referia à APLLE. 😛

E, venhamos e convenhamos, uma empresa desse porte também não pode cometer um erro básico como escrever “maiores informações”. Eu nunca soube que as informações podiam ser maiores ou menores. Corrige aí, Apple, e economize tinta e espaço na sua etiqueta: o correto é “mais informações”. 😉

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