GVT revoluciona internet no Brasil com conexões banda larga de até 100Mbps

Escrevo neste momento direto da sala de imprensa do hotel Hilton de São Paulo, onde a GVT realizou nesta manhã uma coletiva para anunciar a POWER GVT, sua nova linha de conexões banda larga. A operadora está muito animada com este lançamento, visto que ele promete revolucionar a internet no Brasil com conexões de até 100Mbps — pouco mais de um ano depois de ela abandonar a era dos Kbps, em maio de 2008.

Coletiva do POWER GVT

A apresentação foi conduzida por Alcides Troller Pinto, vice-presidente de marketing e vendas da GVT. Ele começou apresentando um pouco do cenário mundial e nacional de internet, destacando que sua empresa promete colocar o Brasil no mesmo patamar dos países mais avançados em tecnologia.

A GVT mantém em 2009 sua taxa de crescimento anual na casa dos 30% e já conta agora com mais de 2,3 milhões de linhas instaladas com 540 mil assinantes de banda larga. Esta é a maior penetração já alcançada por uma operadora brasileira — 73% —, e isso considerando a sua presença em “apenas” 14 estados (além do Distrito Federal), num total de 82 cidades cobertas. O conteúdo do anúncio de hoje chegará a 56 delas, porém compreendendo mais de 90% dos clientes da GVT.

Coletiva do POWER GVT

Do início da crise econômica mundial para cá, a GVT já criou mais de 1.000 novos postos de trabalho, indo totalmente na contramão da indústria. Ela possui hoje mais de 5 mil funcionários diretos, gerando simultaneamente mais de 15 mil empregos indiretos. No seu último trimestre fiscal, ela registrou um recorde de novos clientes, o que ajudou a colocá-la entre as 150 maiores corporações brasileiras.

Coletiva do POWER GVT

Apesar de a penetração da banda larga entre os brasileiros ser de apenas 5,2%, nós já somos a nação que mais fica conectada à rede: 27 horas e 48 minutos mensais, segundo dados de junho. De cada cinco brasileiros, quatro participam de alguma rede social como Orkut, Facebook e Twitter. Os hábitos dos usuários também têm mudado bastante, o que acarreta uma necessidade maior de banda — estamos cada vez mais fazendo múltiplas coisas simultaneamente e com um desejo crescente por conexões mais potentes.

Coletiva do POWER GVT

De acordo com informações do Speedtest.net, a média de conexão no Brasil hoje é de 1,9Mbps. A Europa vem em primeiro lugar, com 6,2Mbps (surpreendente para mim, que achava que seria a Ásia — cuja média e de “apenas” 4,1Mbps); na América do Norte, o número cai um pouco, para 5,9Mbps. A média registrada pela GVT especificamente, porém, é muito superior: em Vitória, Salvador, Belo Horizonte e Florianópolis, respectivamente, os números são de 11,47Mbps, 9,12Mbps, 6,9Mbps e 5,75Mbps — todos impulsionados profundamente pela promoção de internet de 10Mbps a R$60 mensais, lançada em abril pela GVT. De lá pra cá, 61% das suas vendas foram de conexões de 10Mbps ou mais.

Coletiva do POWER GVT

Um serviço de tamanha qualidade só pode ser provido pela GVT com uma rede nova e desde sempre construída pensando no tráfego intenso de dados. Todas as suas centrais telefônicas e “armários” (espécie de mini-centrais instaladas em cada bairro) são interligados via fibra óptica e, destes, o caminho até a casa do cliente não supera 400 metros em média. Algumas operadoras chegam a puxar fios de até 5 quilômetros de extensão, o que acarreta perda de qualidade e estabilidade.

Coletiva do POWER GVT

Mesmo já estando à frente de suas concorrentes, a GVT quer mais: a linha POWER GVT, que estreia na próxima segunda-feira (3/8) e substitui a atual Turbonet, oferece velocidades de no mínimo 3Mbps, podendo chegar a até 100Mbps — sem qualquer limite de download ou upload. Além de oferecer preços bastante acessíveis, assinantes de qualquer plano de 10Mbps ou mais passarão a receber o modem de graça em casa (dispositivos especiais que suportam tais velocidades superiores) — em troca de uma fidelidade obrigatória de um ano — e instalação completa do serviço, inclusive a configuração no seu próprio computador.

Coletiva do POWER GVT

A linha POWER GVT será oferecida em seis velocidades: 3Mbps (R$50/mês), 10Mbps (R$70/mês), 15Mbps (R$100/mês), 35Mbps (R$200/mês), 50Mbps (R$300/mês) e 100Mbps (R$500/mês). É bom notar que tais preços (válidos para aquisição de banda larga dentro dos pacotes residenciais Unique e Smart Maxx) _não_ são promocionais, mas fica claro que o interesse do público em geral deverá inicialmente ficar compreendido entre as velocidades de 3Mbps a 15Mbps. A própria GVT acredita que consumidores de velocidades superiores normalmente serão profissionais liberais e pessoas que realmente necessitam de conexões mais velozes.

Coletiva do POWER GVT

A tecnologia utilizada nas conexões de até 15Mbps continua sendo a ADSL2+; em 35Mbps e 50Mbps teremos a chamada VDSL, um ADSL de maior velocidade; por fim, em 100Mbps a GVT puxará a fibra óptica direto para a casa do cliente (FTTH), o que não acarretará custos superiores além da mensalidade (e também incluirá o modem de graça), mas poderá demorar um pouco mais para ser instalada. Ambas VDSL e FTTH proporcionam velocidades de upload bastante superiores, chegando a 10Mbps no plano topo de linha.

A GVT veicula neste final de semana sua nova campanha publicitária — criada pela agência MPM — para promoção do POWER, que incluirá mídias como outdoor, televisão, rádio, jornal, revista e ações online. Confira abaixo o VT, demonstrado hoje na coletiva:

Até o final de 2009, três novas cidades brasileiras passarão a ser atendidas pela GVT, porém os nomes ainda não foram anunciados — apenas a garantia de que nenhuma delas seria dentro do estado de São Paulo. Ainda assim, a operadora permanece com seu objetivo primário de “se tornar uma empresa nacional”.

Se pensarmos que em 2006 a GVT oferecia uma conexão de 150Kbps por R$50 mensais e menos de três anos mais tarde chega a 3Mbps (20 vezes mais) pelo mesmo valor, já dá pra imaginar o que poderemos ver, quem sabe, em 2011. O Alcides até brincou: “Daqui a dois anos, poderei estar aqui nesta mesma sala anunciando para vocês que a GVT passará a oferecer uma conexão de 1Gbps por R$500 mensais.” É, de fato, é só uma questão de tempo.

Coletiva do POWER GVT

Como cliente GVT (e é bom deixar isso claro aqui), continuo super satisfeito com o serviço e até hoje impressionado com a qualidade da conexão GVT. Contratei a conexão de 10Mbps assim que a promoção foi anunciada e, em diversos testes realizados desde então, posso dizer que a média registrada chega a 10,5Mbps ou mais.

Recentemente, minha única crítica em relação à empresa seria ao seu call center, que inclusive já ganhou prêmios no passado como um dos melhores do Brasil. Sem dúvida alguma, comparado aos de outras empresas — dos mais diversos ramos, diga-se —, o da GVT é superior, mas observei nos últimos meses uma queda em qualidade e um certo despreparo em relação aos seus atendentes.

Pra falar a verdade, até mesmo o sistema automatizado me incomoda: ao ligar para o suporte atualmente, eu tenho que digitar o meu telefone com DDD, escolher a área de Turbonet, esperar até a sétima (!) opção para chamar o suporte, dizer que estou ligando de outro número que não o afetado (costumo fazer isso pelo iPhone) e então ainda digitar mais uma vez o meu telefone. No final, demoro quase dois minutos para finalmente chegar ao atendente. Creio que dê pra melhorar bastante isso.

Coletiva do POWER GVT

No mais, eu não recomendaria outra operadora de telefonia fixa ou de prestação de serviços banda larga no Brasil senão a GVT. Espero que não demore para cada vez mais pessoas poderem se beneficiar dos seus produtos e que o Brasil de fato, finalmente e de uma vez por todas, passe a contar com uma infraestrutura de internet que possa-se dizer — de boca cheia — “banda larga”.

Ficou curioso sobre como é brincar com 100Mbps na prática? Assista ao vídeo abaixo, que filmei durante a “degustação” provida pela GVT após a coletiva:

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