Reverb Communications vende opiniões positivas na App Store para favorecer desenvolvedores

Imagine a cena: seu aplicativo acabou de sair da avaliação positiva da Apple, estreou na App Store, mas você está desesperado para torná-lo conhecido, popular, figurando na lista dos melhores. Sorte a sua que a Reverb Communications pode cuidar disso para você. Sorrateiramente, eles te mostram as opções do menu: diversos reviews positivos — todos com cinco estrelas —, usuários virtuais, postagens em fóruns favorecendo seu aplicativo, todo um expertise de primeira categoria para lhe deixar no topo das listas. Você compraria esses serviços?

Clientes da Reverb Comunications

Visite o site da empresa, pois convido vocês a manifestar a sua opinião a respeito. O MobileCrunch diz com detalhes e uma certa investigação que a ética foi atirada pela janela a partir do momento em que são vendidos _votos a favor_ de qualquer cliente. Afinal de contas, qual a impressão que fica, ao saber que alguns títulos precisaram de um empurrãozinho pra chegar lá?

Na visão do site norte-americano, isso é uma fraude, pura e simplesmente. Uma empresa que mente para os usuários do iTunes como forma de aumentar as vendas de qualquer aplicativo não merece ser vista com bons olhos, e em segunda instância até coloca a imagem dos clientes numa situação difícil.

Não estaria de certo modo correta, a ação da empresa que trabalha com marketing, relações públicas e serviços de venda, entregar a estratégia mais efetiva para que seus clientes ganhem visibilidade na loja de aplicativos? Não é isso o que fazemos quando queremos conquistar a(o) garota(o) dos nossos sonhos? E quando defendemos um cliente no tribunal? Ou quando defendemos as nossas ideias junto a um grupo de discussões? Sem saber ao certo o que foi escrito pelos funcionários da Reverb, eu acho que estamos pisando num terreno bem delicado.

Pesquisas já apontam que as compras acontecem em sua maioria por indicação de amigos, e não por análises de sites, ou métodos publicitários tradicionais. Não estaria então a responsabilidade na mão do consumidor, que detém a decisão final, seja por impulso ou compra consciente?

Por isso, nada melhor que perguntar aos nosso leitores, já acostumados a vivenciar — de quatro em quatro anos — uma situação tão comum à citada pelo blog. É ética e correta a ação da Reverb, ou estamos corretos em confiar apenas nas indicações de amigos? 😉

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