Estaria o iPod chegando ao seu limite de crescimento?

Com o burburinho causado pelo sucesso dos novos iPods, Mark Mulligan, da Forrester Research, e Charles Arthur, editor de tecnologia do The Guardian, resolveram analisar os números da base de aparelhos vendidos pela Apple. O resultado foi bastante interessante.

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Projeção sobre a base instalada de iPods

De acordo com a Apple, a base atual é de 217 milhões de unidades, sem contar outros 25,6 milhões de iPhones (ou já 30 milhões, segundo Steve Jobs disse na keynote da semana passada). No entanto, quantos deles representam novas aquisições e quantos são apenas trocas para substituir aparelhos antigos ou quebrados?

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Em seus cálculos, Mulligan encontrou perspectivas diferenciadas para cada cenário. Caso os iPods estejam sendo substituídos a cada dois anos, a base real é de aproximadamente 108 milhões de aparelhos. Em ciclos de 18 meses ou 3 anos, os números apresentam, respectivamente, 75 e 158 milhões de unidades.

Um fato curioso é que todas as análises demonstraram que estaria acontecendo uma mudança na dinâmica das vendas do iPod e, por ocupar a liderança no mercado de tocadores portáteis, qualquer alteração brusca poderá afetar o comércio de músicas em formato digital.

É fato que o universo de potenciais novos compradores está diminuindo, e com isso as vendas do aparelho chegam a um platô, fase enfrentada por todo produto inserido em um mercado, pois se limita ao número de pessoas que aderem à tecnologia.

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Outro fator para essa transformação é o crescimento da presença dos smartphones — incluindo aqui o próprio iPhone —, que estariam canibalizando os tocadores de MP3 por serem mais poderosos, oferecerem mais recursos e ainda reproduzirem músicas.

No entanto, enquanto outros acreditam que o iPod estaria dando os primeiros sinais de estagnação, a Apple começa a reconceituá-lo aos poucos. Se o nano a partir de agora pode ser visto como uma filmadora ambulante (abraçando a crescente demanda por vídeos), o touch ocupa o lugar de uma plataforma de jogos (segmento que nunca foi o ponto forte da plataforma Mac).

Se o fim da vida do produto está próximo, em Cupertino ele está apenas mais perto do recomeço! 🙂

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[Via: paidContent.]

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