Ações da Research In Motion despencam mais de 17% em um só dia; pressão da Apple e da Palm aumenta

Veja o gráfico comparativo abaixo (clique para ampliá-lo): ele mostra a performance e variação no valor das ações da Apple (AAPL), Palm (PALM) e Research In Motion (RIMM) nesta última semana.

Ações Apple, Palm e RIM

Como você pode observar, a AAPL permaneceu praticamente estável nos últimos cinco dias, caindo 1,42% no final da semana. A PALM deu uma bela disparada na virada de segunda pra terça-feira, mas a RIMM foi a que mais impressionou: observe a mudança na sua linha de quinta pra sexta-feira: não há nem uma queda aparente, ela simplesmente despencou mais de 17% já na abertura do último dia útil desta semana.

Sede da RIMO motivo principal? Alguns analistas resolveram alterar a classificação dos seus papéis de “compra” para “neutro”. Mas os “culpados” não foram eles, diretamente, e sim a percepção geral do mercado perante a marca. A RIM nunca se viu numa pressão tão grande, nesses últimos anos, como está enfrentando agora com a duplinha iPhone + Pre. Muito mais iPhone, sejamos justos, mas já dá até pra citar indiretamente o Google Android.

A Apple tem aprimorado o iPhone OS a cada versão e está tornando-o cada vez mais atraente para o segmento corporativo, que há tempos nem sequer considerava outra opção senão BlackBerries. Uma pesquisa recente da Goldman Sachs comprovou isso: aos poucos, os smartphones da Maçã estão adentrando empresas e roubando o único mercado no qual a RIM domina. A mesma Goldman Sachs, por acaso, foi uma das que alterou essa classificação nos papéis da RIM, e afirmou que a fabricante está condenada a perder mais de 50% do seu market share só nos Estados Unidos.

Eu acho que a Apple ainda tem um bom caminho a andar, mas está na direção certa. Fato é que hoje temos dispositivos de variadas marcas que oferecem softwares razoáveis para a visualização e troca de emails, inclusive com compatibilidade total com o Microsoft Exchange. O que será que a RIM fará, agora, pra reverter essa situação?

[via Reuters]

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