Dr. Eric Schmidt, CEO do Google, fala pela primeira vez sobre a sua saída da diretoria da Apple

Há exatos dois meses, o CEO do Google, Dr. Eric Schmidt, deixou seu cargo na diretoria executiva da Apple, algo que foi justificado pela empresa como um meio de evitar potenciais conflitos de interesse, em função da concorrência da gigante de buscas nos negócios que hoje são primordiais para ambas. Na época, essa explicação foi dada por Steve Jobs, mas não havíamos ouvido até hoje a opinião de Schmidt sobre o assunto, algo que a Reuters publicou ontem à noite.

Steve Jobs e Eric Schmidt

O CEO do Google, concordando com o que foi afirmado por Jobs, disse que não deixou a diretoria da Apple sob pressão dela, nem da sua empresa, nem da FTC (U.S. Federal Trade Commission), que vem fazendo investigações na área há um bom tempo. Uma análise realizada por esse órgão do governo americano não conseguiu provar irregularidades em nenhuma delas, principalmente sobre o compartilhamento de membros entre diretorias e o “roubo” de empregados entre uma e outra.

A impressão dada por Schmidt é que ambas, apesar de alguns acontecimentos bem chatos ocorridos recentemente, estão de bem uma com a outra — apesar de as idas e vindas do caso de rejeição do Google Voice com a FCC (U.S. Federal Comunications Comission) não justificarem o relato do executivo. Enquanto isso, quem também está no meio da investigação entre a gigante de buscas e a Apple é Arthur Levinson, CEO da Genentech, por estar na diretoria das duas empresas além do seu cargo principal na corporação de biotecnologia.

Da mesma forma que a Apple e o Google “estão bem”, não há nada de errado com o trabalho de Levinson fora da Genentech, de forma que, segundo Schmidt, ele deve não deve sair de onde está. “Eu espero que não saia… porque eu não acho que seja necessário”, disse.

Schmidt terminou sua declaração falando do iPhone. “O iPhone é a nossa maior fonte de pesquisas móveis. Ele é responsável por 30 ou 40 vezes mais buscas em nossos serviços do que qualquer outro aparelho. Então, nós amamos o iPhone e os aplicativos que o suportam”, disse.

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