Apple volta a ser elogiada por deixar a Câmara de Comércio dos Estados Unidos

Produtos da Apple com fundo de tela "verde"

A Apple voltou a ser elogiada hoje pela sua decisão de deixar a Câmara de Comércio norte-americana no início da semana, após receber reconhecimento de agências do setor pela sua preocupação com o meio ambiente e o controle da emissão de gases do efeito estufa, com a eliminação de materiais tóxicos de seus produtos. O secretário de energia dos Estados Unidos, Steven Chu, foi o primeiro a declarar algo sobre o assunto: “Eu acho isso maravilhoso”, disse.

Apple verde

Steven sugeriu que a Câmara reconsiderasse sua decisão sobre as políticas ambientais propostas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Trata-se de uma oportunidade econômica para definir novas formas de evoluir os meios de produção dentro de um novo modelo, que dê prioridade à preservação da natureza.

Agindo de forma similar a Steven, a Greenpeace publicou uma nota oficial em seu site tecendo elogios. Para a organização não-governamental, que já utilizou a Apple como alvo de críticas no passado, a sua atitude foi a mais radical de todas as empresas que deixaram a Câmara de Comércio, considerada um ataque a um dos maiores grupos comerciais dos EUA.

Entretanto, a declaração da Greenpeace fez mais do que elogiar a Apple e criticar a resposta da Câmara a Steve Jobs, pois também abriu novos ataques a duas grandes empresas do setor de tecnologia: IBM e Microsoft. “A Apple fez a coisa certa, e a IBM e a Microsoft deviam pensar diferente também”, diz o artigo da organização, considerando que todas as empresas que continuaram na Câmara de Comércio e não demonstram mudanças na sua preocupação ambiental devem ser destacadas de forma negativa.

No fim das contas, talvez a Greenpeace deixe de pisar tanto no pé da Apple e passe a lançar um olhar mais generalizado sobre as demais empresas que analisa no seu ranking de eletrônicos “verdes”, colocando a Microsoft e a IBM como prioridades nos seus ataques. “Agora é o momento para que IBM e Microsoft falem contra o posicionamento da Câmara — ou façam o que Apple fez e a deixem.”

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