O “Efeito App Store”: uma ameaça ao mercado de software portátil?

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Dramático? Talvez, mas não sem razão. Recentemente, John Herrman, do Gizmodo, publicou um artigo bastante detalhado em que é explorado o barateamento generalizado de apps na iPhone App Store. Segundo o autor, na busca inglória por visibilidade, os desenvolvedores são forçados a baixar perigosamente os preços de suas criações, na fé de que a quantidade compense o ínfimo lucro por venda individual.

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Para efeito de comparação, muitos softwares com “vida pregressa” à App Store veem seu valor cair substancialmente quando são portados para iPhone OS — ou mesmo um tempinho depois de entrarem na loja. As facilidades providas pela Maçã (distribuição, principalmente) podem ser responsáveis por parte desse barateamento, mas o grande motor aqui seria a guerra fria por uma colocação alta nos rankings da loja — a maioria, baseada em quantidade bruta (apesar de haver um ranking de lucratividade). Nessa brincadeira, muitos aplicativos de qualidade são obrigados a diminuir de preço ou amargar o esquecimento na loja, o que pode resultar numa fuga de desenvolvedores decepcionados e endividados.

Para finalizar, esse “Efeito App Store” poderia se propagar para outras plataformas. Vender aplicativos para usuários de BlackBerries, Windows Mobile, Android ou webOS pode ficar bem complicado quando há, na plataforma da Apple, o mesmo app (ou uma versão melhorada dele) por um preço menor.

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