Gráficos mostram em números como o iPhone está deixando a concorrência no chinelo

Alguns slides de uma apresentação da Morgan Stanley na Web 2.0 Summit fizeram referência especial ao iPhone, mesmo que a palestra, conduzida pela analista Mary Meeker, tenha sido focada em outros aspectos da web móvel. Meeker citou neles a velocidade da adoção do aparelho, bem como a sua importância na popularização da “internet de bolso”.

Apresentação da Morgan Stanley

No slide acima, é possível acompanhar o crescimento do tráfego de dados na rede 3G da AT&T, operadora norte-americana responsável por suportar o iPhone. Desde o seu lançamento, em 2007, o tráfego dela cresceu quase 5.000%, pois pela primeira vez os usuários tiveram a chance de ver páginas em um navegador móvel da mesma forma que as viam em desktops — e esse não foi o principal fator que motivou o surgimento de web apps para esses aparelhos num primeiro momento, mas contribuiu bastante.

O ponto de destaque aqui é o fato de que manter o usuário conectado a partir de qualquer lugar com um gadget mais funcional para web permitiu, entre outros fatores, a determinação de práticas de criação de sites para celulares, serviços realmente úteis para usuários nesse meio e novas formas de publicidade. No entanto, com a posterior introdução do iPod touch, estar ligado a uma operadora passou a ser desnecessário para tirar proveito desses benefícios, graças ao advento das redes Wi-Fi pelo mundo.

No próximo gráfico, isso fica demonstrado com maior clareza. Unindo-se aos dados de uso da web móvel em iPhones, o total de acessos via iPods touch possibilitou que a família de gadgets da Apple atingisse uma taxa de adoção de aproximadamente 57 milhões de usuários nos seus primeiros 27 meses, período em que internet nos desktops atraiu apenas 25 milhões:

Apresentação da Morgan Stanley

Apesar de incrível, isso pode ter diversos significados, incluindo ser um fato sem nenhum sentido substancial — é muito mais fácil atrair as pessoas com algo revolucionário que pode ir para qualquer lugar contigo do que com um produto incapaz de sair do topo de uma mesa, ou ser difícil de tirar de dentro de uma mochila. De qualquer forma, Meeker destaca o iPhone como um excelente comunicador com a internet, e a sua taxa de adoção reflete isso.

Por fim, a analista da Morgan Stanley também destacou o iPhone + iPod touch como a classe de gadgets com o maior potencial de crescimento de todos os tempos. Como é possível ver no gráfico a seguir, chegar a tal posição é uma questão de oferecer o maior conjunto de recursos ao usuário final — mais do que um simples iPod ou console móvel:

Apresentação da Morgan Stanley

A plataforma móvel da Apple, depois dos seus primeiros dois anos e três meses de vida, atraiu quase 60 milhões de usuários; após o mesmo período, o iPod original nem bem chegara a 10 milhões de usuários. O mais interessante foi ver que ela ultrapassou a taxa de crescimento de consoles portáteis, que já oferecem possibilidades ilimitadas — logo, faz todo sentido promover o iPod touch como um concorrente nesse setor.

[via TechCrunch]

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