Rumor: Google ainda lançará smartphone com a sua marca [atualizado]

No final de 2007, quando falávamos de Google Phone (ou gPhone), esperava-se que a novidade principal do Google fosse um hardware, e não um software. Tempos depois, soubemos da chegada do Android, e todos aqueles planos foram por água abaixo, consolidando-se como um sistema operacional móvel da firma de Mountain View.

De ontem pra hoje, porém, o TechCrunch resolveu reacender os rumores de um smartphone com a marca Google, de lançamento previsto já para o início de 2010. O site cita diversas fontes confiáveis para justificar a divulgação da informação, detalhando que o aparelho rodará o Android e será fabricado provavelmente pela LG ou pela Samsung (quem sabe HTC), mas sem qualquer confirmação deste fato.

Google Phone (gPhone)

A ideia do projeto é permitir que o Google acompanhe e participe de todo o desenvolvimento do dispositivo, garantindo que o seu design e conjunto de recursos sejam consistentes e proporcionem uma excelente experiência do usuário com o Android e os apps que nele rodarem. Ainda de acordo com o TechCrunch, o Google pretende iniciar no começo de janeiro uma grande campanha publicitária de divulgação do produto.

Todo o boato vai de encontro a uma declaração recente de Andy Rubin — vice-presidente de engenharia do Android no Google — à CNET News, confirmando que o Google nunca enfrentaria seus próprios parceiros: “Nós não fabricaremos hardware, nós estamos possibilitando que outras pessoas construam hardware. […] Nós não iremos concorrer com nossos clientes.”

Conforme concluiu John Gruber, do Daring Fireball, das duas, uma: ou Michael Arrington (do TechCrunch) está totalmente errado, ou Andy Rubin é um belo mentiroso.

Atualização

Em resposta a todos que citaram a declaração de Andy, o TechCrunch publicou agora há pouco um novo artigo afirmando que, assim como a Apple já fez em outras ocasiões, o Google não tem por que confirmar a existência do projeto até que ele seja lançado. Concordo, mas acho que a fala de Andy foi um pouco profunda demais para chegar a tanto.

Além disso, Arrington aposta na possibilidade de o Google Phone ser limitado a dados — um aparelho totalmente VoIP. Ligações seriam feitas pelo serviço de dados, e o aparelho poderia ter seu número atrelado ao Google Voice.

Se for verdade, a notícia não será das melhores para as operadoras, mas a AT&T já é citada como apoiadora da ideia — afinal de contas, é melhor abraçar o futuro inevitável antes das concorrentes, para depois não acabar ficando pra trás.

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