Sob o efeito do medo? Amazon.com planeja alterar a divisão de lucros nas vendas de ebooks

Mesmo que não seja a melhor das apostas, há uma chance palpável de que a “Uma Tablet para Todas Governar” seja, entre outras coisas, um respeitável leitor de ebooks e periódicos em formato eletrônico. Em outras palavras, há de ser para o Kindle um concorrente com uma tela colorida na frente e uma maçã mordida no verso. Diante disso e do histórico da Apple em fechar negócios com indústrias que estão mal das pernas (vide iTunes Music Store e as gravadoras, há dez anos), a gigante de livros tratou logo de se mexer para não arriscar suas parcerias.

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A divisão de lucros atual nas vendas feitas através do Kindle é de 35-65, sendo a porção maior da Amazon.com. A partir de 30 de junho, porém, haverá uma opção de 30-70, ou seja, o rendimento dos autores tende a dobrar.

Contudo, há quatro condições para este novo sistema:

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  • O preço do livro deve ficar entre US$3 e US$10 e ser 20% menor que o da versão em papel mais barata;
  • A obra deve ser compatível com os recursos (correntes ou futuros) do Kindle, inclusive a função text-to-speech;
  • O livro deve ser posto à venda em todas as regiões nas quais o autor tiver seus direitos (isso exclui livros de domínio público; primeiramente será restrito a livros comprados nos EUA);
  • Os custos de distribuição (US$0,06 por um livro médio) serão pagos por quem o publica, e não pela Amazon.com.

Para os que não são fãs de teorias da conspiração, fica a explicação menos divertida mais lógica: esta nova estrutura de preços poderia ser uma reação a sistemas de concorrentes, como o Scribd, que repassa 80% dos lucros às editoras, ou então apenas uma forma de expandir o suporte a text-to-speech, que vinha ameaçando marginalmente a venda de audiobooks e gerando uma controvérsia razoável.

[via Engadget]

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