Em 2009, Google ultrapassou a Apple e tornou-se o maior contribuidor de código para o WebKit

O projeto de código aberto WebKit, responsável por aprimorar a tecnologia de renderização e layout de páginas web no Safari e no Chrome (entre muitos outros browsers), passou a receber um número muito maior de contribuições de código do Google em relação ao trabalho da Apple, que vem sustentando essa iniciativa há quase cinco anos. Um gráfico publicado por um dos desenvolvedores da gigante de buscas mostra que isso já está acontecendo há quase quatro meses, mas o próprio responsável pelo levantamento ressalta que é fácil interpretá-lo de forma incorreta — por isso ele esperou até agora para colocá-lo no ar.

Contribuições de código não necessariamente indicam que o Google está fazendo mais pelo WebKit do que a Apple, ainda mais com a diferença entre as duas sendo baixa no momento. Por meio do gráfico acima, não há como distinguir as contribuições mais importantes (para corrigir bugs e adicionar novidades, por exemplo) daquelas que são pouco importantes, mas ele obviamente deixa claro que o pessoal do Chromium tem feito mais mudanças no código do projeto do que a Apple — o que não é de se estranhar, julgando que eles estão trabalhando pesado em um sistema operacional e ainda não implementaram todos os recursos do WebKit no seu navegador.

A tendência é que a participação da Apple volte a crescer quando nos aproximarmos de um lançamento do Mac OS X, que costuma trazer uma nova versão do Safari consigo. Em períodos como o atual, a participação dela é bastante focada em aprimorar o WebKit para torná-lo adequado aos novos padrões da internet, bem como liberar updates para o seu navegador que corrijam bugs e tragam maior desempenho para os usuários.

Há cerca de dois anos e meio, a Apple era responsável por mais de 80% das contribuições no WebKit, mas muitas empresas se interessaram nele depois disso, graças ao seu desempenho e facilidade para implementação de novos padrões. Atualmente, quase todos os browsers existentes fora do escopo do Internet Explorer, do Firefox e do Opera são baseados em tecnologias criadas com a ajuda da Apple, que também atraiu o apoio da Palm (para o webOS), da Research In Motion (para BlackBerry OS) e da Nokia (para uma boa parte dos seus smartphones), sendo a Adobe uma das últimas gigantes a entrar nessa lista.

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