Ex-secretário do governo norte-americano defende Apple contra inquérito da FTC

Ao acompanhar a potencial ameaça de inquérito da FTC contra a Apple — devido às polêmicas mudanças aplicadas ao iPhone SDK contra outros ambientes de desenvolvimento —, Richard Reich, ex-secretário do trabalho nos Estados Unidos, publicou um artigo em seu blog criticando a atitude dos órgãos reguladores do comércio norte-americano. Embora não se importe com os detalhes do caso, ele acredita que o governo está perdendo tempo em criticar a defesa da empresa sobre seus produtos, deixando que outras companhias com práticas bem mais anticompetitivas do que ela fiquem livres de sanções.

Reich não acha que restringir o uso das ferramentas de desenvolvimento seja uma atitude anticompetitiva por parte da Apple, caso o objetivo dela seja apenas manter a qualidade dos seus produtos — o que ficou claro na carta aberta de Steve Jobs, publicada há alguns dias. Para ele, essa atitude não é capaz de prejudicar a competitividade entre plataformas, ainda mais levando em conta que a Apple não possui tanta influência no mercado móvel mundial quando comparada com outras empresas, incluindo Research In Motion (RIM) e Nokia.

Devido a isso, esse setor manterá uma forte competitividade por um bom tempo, pois ninguém quer perder sua participação nele e, por isso, as principais fabricantes de smartphones e sistemas móveis estão fazendo esforços para crescer. Além do mais, a Apple não está restringindo os produtos de outras plataformas de forma explícita com sua atitude e, mesmo que ela dificulte a ação de seus desenvolvedores, Reich pensa que ela mudará de ideia caso isso comece a prejudicá-la.

Quanto a outras práticas anticompetitivas, o secretário aparenta ter deixado claro que a investida da FTC contra a Apple disfarça a sua falta de ação contra quatro grandes bancos dos Estados Unidos que ameaçam bastante a economia do país devido ao seu enorme poder sobre o mercado financeiro. Qualquer coisa que acontecer de errado com eles tem potencial para repercutir negativamente pelo país todo (e grande parte do mundo, eu diria), sendo essa uma situação dependente de intervenções governamentais há muito tempo. Bem que dizem que a corda sempre arrebenta no lado mais fraco… 🙁

[via Daring Fireball]

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