Adobe ataca Apple em nova campanha publicitária; fundadores da empresa publicam carta aberta

Adobe Loves Apple
Adobe <3 Whining

Quem achava que a poeira das tensões entre Apple e Adobe já estava baixando, enganou-se completamente. Pra começar, a carta de Steve Jobs (“Thoughts on Flash”) continua estampada em destaque na página inicial do Apple.com; hoje, a Adobe lançou uma campanha publicitária de contra-ataque à firma de Cupertino e publicou uma carta aberta de seus dois fundadores.

Eis o banner veiculado em sites como Engadget:

Adobe Loves Apple

De forma bastante irônica, a Adobe afirma amar a Apple, mas “o que não ama é ver alguém tomando o direito de você escolher o que criar, como criar e o que aproveitar na web”. Ela está se referindo, evidentemente, ao bloqueio do Flash Player no iPhone OS de iPads/iPhones/iPods touch.

Chuck Geschke e John Warnock, cofundadores e presidentes da Adobe, publicaram hoje uma carta intitulada “Our thoughts on open markets” (em português, “Nossos pensamentos sobre mercados abertos”). Confira-a na íntegra (em inglês), a seguir:

Chuck Geschke e John Warnock, cofundadores da AdobeThe genius of the Internet is its almost infinite openness to innovation. New hardware. New software. New applications. New ideas. They all get their chance.

As the founders of Adobe, we believe open markets are in the best interest of developers, content owners, and consumers. Freedom of choice on the web has unleashed an explosion of content and transformed how we work, learn, communicate, and, ultimately, express ourselves.

If the web fragments into closed systems, if companies put content and applications behind walls, some indeed may thrive — but their success will come at the expense of the very creativity and innovation that has made the Internet a revolutionary force.

We believe that consumers should be able to freely access their favorite content and applications, regardless of what computer they have, what browser they like, or what device suits their needs. No company — no matter how big or how creative — should dictate what you can create, how you create it, or what you can experience on the web.

When markets are open, anyone with a great idea has a chance to drive innovation and find new customers. Adobe’s business philosophy is based on a premise that, in an open market, the best products will win in the end — and the best way to compete is to create the best technology and innovate faster than your competitors.

That, certainly, was what we learned as we launched PostScript® and PDF, two early and powerful software solutions that work across platforms. We openly published the specifications for both, thus inviting both use and competition. In the early days, PostScript attracted 72 clone makers, but we held onto our market leadership by out-innovating the pack. More recently, we’ve done the same thing with Adobe® Flash® technology. We publish the specifications for Flash — meaning anyone can make their own Flash player. Yet, Adobe Flash technology remains the market leader because of the constant creativity and technical innovation of our employees.

We believe that Apple, by taking the opposite approach, has taken a step that could undermine this next chapter of the web — the chapter in which mobile devices outnumber computers, any individual can be a publisher, and content is accessed anywhere and at any time.

In the end, we believe the question is really this: Who controls the World Wide Web? And we believe the answer is: nobody — and everybody, but certainly not a single company.

Chuck Geschke, John Warnock
Cofounders
Chairmen, Adobe Board of Directors

Basicamente, a Adobe quer que os usuários possam ter a escolha/liberdade de usar ou não a sua tecnologia… proprietária. 😉 Flash definitivamente não é aberto e — ao contrário do HTML5, CSS e JavaScript (alguém notou o ® ao lado de “Flash”, na carta acima?) — não é um padrão da web, ainda que até um tempo atrás estivesse instalado na maioria dos computadores conectados à internet.

A Apple nunca disse que o iPhone OS ou a App Store são plataformas abertas. Mas são dela, e ela pode, sim, ditar se permite ou não a entrada de uma outra tecnologia proprietária em seu ecossistema. A Adobe tem que parar de choramingar de uma vez por todas, porque essa situação definitivamente não irá mudar. Steve Jobs está bem certo do que quer (e do que não quer).

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