Ponto forte da Apple é saber “educar os usuários” sobre os seus produtos, diz analista

iPads - Home & Safari

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Há aproximadamente um ano, assisti a uma apresentação de um executivo da Mozilla que me chamou bastante a atenção, durante a WordCamp 2009, realizada em San Francisco. O nome dele é John Lilly (hoje, ele se prepara para deixar a empresa) e a palestra foi basicamente focada em lições aprendidas pela criadora do Firefox com os fundamentos do software livre, mas eu nunca me esqueci da seguinte frase proferida por ele:

Eu odeio tudo sobre a Apple,
exceto os seus produtos.

Vale deixar claro aqui que Lilly é uma das pessoas que mais exerceu criticismo contra ela em relação à web, especialmente sobre as estranhas estratégias dela para distribuir o Safari ao Windows, em 2008. Porém, ao falar isso, ele também deixou uma coisa bem clara: por mais que a Mozilla e outras empresas criticassem certos aspectos da sua distribuição de softwares ou do seu relacionamento com desenvolvedores (conforme estamos vendo hoje), a Apple sempre faria os seus produtos darem a última palavra sobre ela para os consumidores.

Esse comentário nem é o foco principal deste texto, mas lembrei dele quando li um artigo do analista Michael Gartenberg para o Macworld, publicado na semana passada, explicando como o iPad tornou-se algo tão bem-sucedido no mercado em tão pouco tempo.

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Não sei quanto a você, mas, no meu ciclo de amigos e conhecidos, eu vi o iPad ser promovido de um fracasso a um sucesso entre o dia do seu anúncio e o dia do seu lançamento. Usei essa tablet, escrevi sobre ela e não fiz força nenhuma para recomendá-la nem a mim mesmo, mas hoje eu vejo pessoas que ficaram com uma raiva tremenda da Apple em janeiro dizerem que não conseguem viver mais sem o produto, após arrumarem algum jeito de trazê-lo dos Estados Unidos após o dia 3 de abril.

Para Gartenberg, a Apple consegue fazer esse tipo de coisa porque ela se dedica bastante em explicar a utilidade dos seus produtos para os consumidores, muito mais do que qualquer outra empresa da categoria. Desde as peças publicitárias até as lojas físicas, tudo acaba contribuindo para que as pessoas se familiarizem rapidamente com o que ela faz, mesmo que existam pontos controversos em forte discussão pela mídia.

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Com o iPad, causar essa impressão foi ainda mais fácil graças ao iPhone e ao iPod touch, que chegaram ao mercado quase três anos antes e hoje são conhecidos por dezenas de milhões de pessoas. Quem já usou um deles sabe exatamente como usar a tablet, sem praticamente nenhuma necessidade de aprendizado.

Enquanto quem está envolvido em desenvolvimento de soluções para esses dispositivos discute sobre o que usar para atender à App Store, acho que até esquecemos de que existe uma massa muito maior de pessoas sem nenhum interesse por esse tipo de discussão. Por consequência, elas se interessam mais pela forma como podem aprender a usar os produtos da Apple, independentemente de qualquer tipo de crítica sobre qualquer tecnologia em especial.

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