Saem os primeiros reviews do iPhone 4

iPhone 4 no escuro, sombrio

Como de praxe, a Apple liberou unidades do iPhone 4 com antecedência para clientes… Bem, também para alguns usuários, mas com mais antecedência ainda para repórteres do meio de tecnologia, de forma que todos pudessem usar bastante o novo smartphone e escrever com calma suas resenhas antes do lançamento. As primeiras delas começaram a aparecer hoje, e juntamos os pontos principais de algumas delas.

iPhone 4 no escuro, sombrio

Walt Mossberg, The Wall Street Journal

  • Após mais de uma semana de testes, Mossberg concorda que o iPhone 4 “é um avanço significativo em relação ao seu já excelente antecessor, o iPhone 3GS”.
  • O FaceTime funcionou muito bem em testes e “é um exemplo clássico do valor de ter uma companhia integrando hardware e software”; ocorreram alguns congelamentos breves, porém.
  • Depois de algumas quedas em superfícies duras, o iPhone 4 permaneceu incólume.
  • O Retina Display se assemelha bastante a tinta impressa em papel de qualidade, tornando a exibição de texto mais nítida.
  • Em situações de uso intenso, a bateria do iPhone 4 em nenhum momento chegou ao nível vermelho (menos de 20%) ao longo de um dia.
  • A câmera não é a melhor de todos os celulares testados por Mossberg, mas ainda assim ficou bem melhor que antes, inclusive gravando bons vídeos em alta definição nas mais diversas condições.
  • O maior problema do smartphone ainda é sua operadora exclusiva nos EUA, a AT&T. Um bug no iOS que já está sendo verificado fez com que não aparecessem barras de sinal em situações nas quais era possível fazer chamadas.
  • Mossberg recomenda o iPhone 4 a qualquer pessoa que não tenha problemas com sinal da AT&T ou que não se importe com a parte de fazer chamadas.


David Pogue, The New York Times

  • Pra que review? O iPhone 4 já é um sucesso. Referindo-se ao sucesso da pré-venda, Pogue diz que “O público já é perfeitamente capaz de farejar um vencedor sem o auxílio de críticos.”
  • Por outro lado, ele não traz nada para as pessoas que detestam o iPhone, principalmente dado o sucesso dos smartphones com Android. Ainda assim, o único modelo da Apple para o próximo ano pode concorrer com todos os outros em igual nível.
  • O resultado do novo design é lindo, sólido e comparável a um Lexus — mas agora é impossível saber, pelo tato, qual lado do telefone é a frente dentro do seu bolso.
  • O novo chip é muito, muito rápido.
  • Apesar de não ser o primeiro telefone capaz de fazer vídeo-chamadas, é o primeiro a fazê-las bem. “Este recurso, chamado FaceTime, é pura Apple.”
  • Pogue chama a AT&T de “bola e corrente” da Apple.
  • A nova tela é excelente, “e olha que ‘a tela não é nítida o bastante’ não era exatamente uma queixa comum”. É fácil de perceber e apreciar o quão mais nítidos ficam os textos, imagens e vídeos.
  • A nova câmera é melhor e mais rápida, mas ainda não bate uma câmera “de verdade”.
  • Para Pogue, usar o iMovie num telefone é como imaginar que haverá uma versão do Excel para aparelhos de surdez: meio absurdo. “Mas espere. Como as coisas vão, é capaz de um filme feito num iPhone ganhar um prêmio no Festival de Cannes, ano que vem.”
  • Fazer ligações ainda é muito dificultoso, tanto pela quantidade de etapas como pela qualidade do sinal. O segundo microfone ajudou a melhorar a clareza das ligações.
  • O novo sistema de antenas não eliminou as ligações perdidas, mas ajudou a diminuí-las.
  • O iPhone não é mais o rei incontestável dos telefones, mas “se você dá valor a forma, tamanho, beleza, autonomia, esmero e prazer, o iPhone 4 está chamando seu nome”.

Joshua Topolsky, Engadget

  • A comparação feita por Jobs, na WWDC, do novo design do iPhone com o de uma câmera Leica não é muito distante. “Ive e sua equipe zeraram o que esperamos de um iPhone”, “o iPhone 3GS agora parece barato e rechonchudo em comparação” e “até telefones que acabaram de sair parecem ser da geração passada”.
  • O iPhone 4 é decididamente mais rápido, mas os ganhos não são tão notáveis quanto de um 3G pra um 3GS.
  • As ligações perdidas continuam sendo um problema, mas bem menor que antes.
  • Sobre o Retina Display: “Não apenas as cores e os pretos são profundos e ricos, como você simplesmente não consegue ver pixels na tela.” “É impressionante, e duplamente impressionante quando você vê gráficos de alta resolução ou um vídeo 720p no telefone — o detalhe em imagens em movimento é particularmente chocante.”
  • No geral, você não vai encontrar um tela melhor em outro telefone.
  • A câmera é uma ótima substituta para um equipamento dedicado, capaz de gerar fotos impressionantes em macro e até imagens feitas com pouca luz saíram bonitas. Os vídeos gravados são competentes, apesar de haver problemas de estabilização.
  • A qualidade de som e de chamadas aumentou claramente.
  • O FaceTime certamente não é inédito, apesar de a Apple dizer o contrário, mas certamente é (um pouquinho só) incrível, pela facilidade de uso e qualidade.
  • Os Bumpers não agradaram muito, apesar de oferecerem uma proteção considerável — só que um iPhone 4 nu atirado de um lado a outro num cômodo (e eventualmente acertando a parede) não sofreu nada, então…
  • Usando o telefone normalmente, Topolsky conseguiu 38 horas(!!!) em uma carga. As atividades “normais” incluíam, mas não eram limitadas a: ligações, jogos, email com push, música transmitida por Bluetooth no carro, baixar aplicativos, arrumar Home Screens
  • Apesar de pequenos poréns aqui e ali (e levando em conta o gosto), o iPhone 4 é o melhor smartphone no mercado atualmente.

Edward Baig, USA Today

  • Baig chamou o FaceTime de “killer feature” (“é ver pra crer”) e declarou que os compradores não vão se desapontar.
  • Acredita que a falta de Flash ainda vai prejudicar o uso da internet no iPhone 4.
  • A câmera não é perfeita (Baig não a recomenda para fotos de movimentos rápidos), mas já evoluiu bastante.
  • Sob uso pesado, a bateria só disparou alertas antes do fim do dia, então ter um carregador sempre consigo não é má ideia.

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Pelo visto, a Apple acertou mais uma vez. Agora esperemos pela chegada do iPhone 4 ao Brasil — a qual deverá ocorrer na última etapa da expansão internacional, em setembro, mas ainda não temos nada confirmado oficialmente.

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