Halex bodejando: meus planos para destruir a Apple deram certo

Ao longo da semana passada, você deve ter notado a ausência do Rafael Fischmann, que resolveu tirar umas merecidas férias e deixou o MacMagazine aos cuidados do Silvio e deste que vos fala. Aconteceu que, das muitas pautas que iam chegando, várias continham severas (ou hilárias) críticas à Apple e acabei ficando com quase a totalidade desses temas, o que incomodou alguns leitores.

Pois agora a verdade vem à tona: eu não sou fã da Apple. Os mais de dois anos que passei aqui escrevendo sobre Apple, defendendo a marca, tentando explicar por que ela não toma o caminho mais fácil de dar aos usuários tudo o que eles pedem (Bluuuuuuu-ray!), as declarações de amor aos meus MacBook e iPods (e os eventuais #Stevepegaeu) foram tudo um elaborado embuste.

Na verdade eu estava secretamente esperando o momento em que o Rafael dormisse no ponto para então tomar o MacMagazine de assalto e jogar o nome da Apple na lama. Mwahahahahahahaha!!!!!111!!!ONE!1!!

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Bazinga!

Quem usa qualquer Mac ou iPod por cinco minutos e não fica impressionado com a beleza, praticidade e potência desses gadgets certamente: 1. veio do futuro, onde coisas como a Física já foram subjugadas em nome da computação pessoal; 2. não tem coração, ou 3. trabalha pra Microsoft/Adobe/Nokia (e, nesse caso, o cinismo será apenas superficial). Eu digo isso sem medo de ser chamado de fanboy porque tal afirmação não é subjetiva, ela é bem mensurável.

A sofisticação visual do Mac OS X só foi um pouco emulada pelo Windows com o lançamento do Vista uns cinco anos depois de a Apple sair na frente (e olha que ele só ficou bom mesmo com o Seven, aka “Vista SP 3”). Nenhum portátil até hoje se compara ao iPod touch de primeira geração em experiência do usuário e funcionalidade, e até um shuffle (leia-se: “quase nada”) consegue ser mais impressionante que a maioria dos gadgets por aí. O mercado de software virou de ponta cabeça com a App Store e o que eu mais desejo nessa vida é poder comprar músicas a preços justos numa iTunes Store Brasil, pois as lojas que temos hoje por aqui são um pesadelo.

Maçã com minhocaContudo, no mundo Apple as pessoas ainda fazem cocô e soltam flatos fedidos. Macs não precisam desfragmentar o disco, mas têm que reparar permissões — e os comentários que vemos aqui das pessoas instalando updates do Mac OS X Combo em vez de Deltas ratificam certas imperfeições. O Windows atualmente sofre tantas Telas Azuis da Morte® quanto Macs passam por Kernel Panics©. Meu iPod touch várias vezes pensou que tinha o iOS 4 e quis arriscar uma “multitarefa”, o que o fez esquentar e drenar a bateria — sem falar num bug que me impediu de sincronizar com o iPhoto por um tempo.

Daí, quando a Apple lança um telefone que perde sinal de rede celular ao ser segurado, as pessoas querem que eu fique olhando e dizendo que It’s not a bug, it’s a feature?! Querem que eu torça contra os consumidores, quando a Maçã e sua parceira nos EUA praticam bait and switch na cara dura?! Ou, quem sabe, deixar erros crassos passarem pelo controle de qualidade seja a nova onda, pois botões no lugar certo é tããããão 1995.

Paciência, né? 😛

Apesar de ser a empresa de tecnologia mais valiosa do mundo na Bolsa de Valores e fabricar produtos que apontam a direção que toda a indústria deve seguir (e apesar de eu admirar assumidamente a competência de seu CEO), a Apple é feita por seres humanos. Falíveis, sujeitos a tomar decisões infelizes, capazes de errar e dizer abobrinhas como “o iPhone 4 é o primeiro celular a ter vídeo-chamada”. Aham, Cláudia…

Tendo deixado tudo isso bem claro, agora pergunta se eu troco meu MacBook pré-NVIDIA com Snow Leopard, iLife ’08 e iWork ’09 por um Sony VAIO de 17″ novo em folha com o Windows 7 Ultimate e Office. Só se for pra vender e comprar um MacBook Pro unibody.

Once you go Mac, you never go back. 😉

And that, as they say, is that.

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