Apple responde a deputados norte-americanos acerca da coleta de dados de usuários

Ícone do Google Maps no iPhone

Ícone do Google Maps no iPhoneLocation-Based Services podem estar bombando por aí, mas não deixam de trazer preocupações quanto à privacidade dos usuários, que se veem agora “vigiados” 24h/dia por empresas que detêm o uso de informações — como as suas coordenadas geográficas. No final de junho, dois deputados norte-americanos, ao tomarem conhecimento de uma nova política de privacidade da Apple, enviaram uma carta à empresa solicitando mais detalhes sobre o assunto.

Na semana passada a Apple enviou a sua resposta aos deputados Edward J. Markey e Joe Barton, cujo texto completo foi publicado hoje na rede:

Em sua declaração oficial sobre o assunto, a Apple deixa claro que todo e qualquer usuário de iPads/iPhones/iPods touch pode desabilitar a coleta de dados geográficos em seus aparelhos, bem como estão sempre cientes de quando essas informações estão sendo utilizadas. Ainda assim, consumidores insatisfeitos com a nova política podem discordar dela acessando a iTunes Store — a conta não poderá ser utilizada, mas os gadgets continuarão funcionais.

De acordo com a Apple, todos os dados geográficos coletados de seus usuários são organizados anonimamente nos servidores da companhia, descartando a possibilidade de identificarem pessoas ou aparelhos específicos. No caso do iAd, as coordenadas de latitude/longitude são inclusive convertidas em CEPs, os quais nunca são compartilhados com os anunciantes do programa de publicidade.

Markey se mostrou bastante satisfeito com as respostas da Maçã, afirmando que elas “proporcionaram informações adicionais sobre como [a Apple] utiliza dados de geolocalização e quanto à habilidade de consumidores de exercerem controle sobre uma série de recursos em produtos da companhia”. Ainda assim, ele disse que continuará monitorando a questão.

“A Apple coleta dados de localização por um único motivo — aprimorar e melhorar os serviços que oferece a seus consumidores”, declarou Bruce Sewell, conselheiro geral e vice-presidente sênior jurídico e de relacionamentos governamentais na Apple.

[via Los Angeles Times]

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