Paranoia com relação a germes está de volta: não pegue esta doença

iPad com germes

É incrível como as pessoas adoram uma boa paranoia: basta alguém com um jaleco branco passar um swab (tipo de “Cotonete” longo e estéril) em qualquer canto, fazer uma cultura e pronto, temos uma manchete. “CORRAM PARA AS MONTANHAS: isso ou aquilo contém BACTÉRIAS!!” Esse tipo de notícia é como uma onda de gripe, vem e vai ritmicamente.

iPad com germes

A bola da vez são os gadgets com tela sensível ao toque (pois ficar paranoico com um teclado físico é tããão 1995). Aqui eu dou um conselho de biólogo: seja higiênico, mas não enlouqueça nem fique histérico. “Oh, mas um iPad contém mais germes que o normal, pois ele tocado com os dedos!”, algumas criaturas mais fresquinhas podem alegar. Bem, uma novidade pra elas: TUDO contém germes, as pessoas tocam em TUDO o que usam e bactérias estão em TODO lugar — especialmente nas bocas que beijamos.

No fim das contas, um iPhone, iPad ou qualquer outro gadget é tão contaminado quanto as mãos de quem os toca. Via de regra, compartilhar um objeto é como apertar a mão de alguém: não pegue em gadgets de pessoas cuja mão você não apertaria — e, logicamente, se for manusear um aparelho público, como no mostruário de uma loja, tenha consciência de que estará “apertando” muitas mãos anônimas. Motivo para pânico? Só se você é o tipo que fica neurótico em confraternizações e lugares públicos, se esfregando com álcool em gel de minuto em minuto — mas aí as bactérias são o menor dos seus problemas.

Portanto, faça um favor a si mesmo e ao mundo usando apenas um pouco de bom senso e regras de higiene que as vovós ensinam: viva, exponha-se a germes, deixe seus filhos se sujarem e, para não adoecer, apenas evite tocar suas mucosas antes de lavar bem as mãos com água e sabão. Ironicamente, querer existir num mundo asséptico é o primeiro passo para acabar com seu sistema imunológico, que precisa de exposição para desenvolver defesas e memória.

[via Engadget]

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