E assim falou Jobastrusta: quem ganha e quem perde em guerras de declarações?

Steve Jobs na FORTUNE

Este post do The Loop comenta de forma bem precisa a repercussão das palavras de Steve Jobs ultimamente (em especial durante a conferência de resultados do FQ4), com foco especial na Research In Motion.

Steve Jobs na FORTUNE

Acontece que muita gente acha que essa guerra de palavras é desnecessária, que um CEO abrir a boca pra falar mal da concorrência não se faz, e por aí vai… Bem, eu acho que Jobs está certo, em não ter sangue de barata. O que o co-CEO da RIM, Mike Lazaridis, disse da Apple em 2007? Com um risinho, ele perguntou “Qual a presença que a Apple tem em empresas? É minimamente pequena.” Aí El Joboso anuncia pros investidores da Maçã que o iPhone vendeu mais que o BlackBerry e ele é quem está errado?

Ou um executivo do Google tira onda com a Apple numa apresentação e depois tem que ficar por isso mesmo? Todo mundo quer tirar uma casquinha do iPhone 4 no “Antennagate” e a Apple não pode revidar?

Nessa guerra de declarações, finalmente parece que a Maçã está numa posição favorável para descontar sempre que alguém abrir a boca pra falar demais — e Jobs não se importa de usar golpes de validade duvidosa ou de jogar a pia da cozinha. Pelo visto, ela está numa sequência de vitórias que pode durar alguns anos ou acabar amanhã: saberemos dos resultados através das vendas de Macs e iDevices.

Até lá, vamos ver se o funeral do iPhone vai ter o mesmo destino do “feche a empresa e devolva o dinheiro aos acionistas”. Não duvido nada de que o Mac de El Joboso (El Macoso) tenha uma pasta só com “Declarações a Rebater”, e que essa cerimônia da Microsoft tenha um lugar especial nela…

Regra geral: se for esculachar a concorrência, esteja pronto para vencê-la no mercado, ou o esculacho volta em dobro.

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