Patenteie para travar: comandos de voz contextuais e formas de compartilhar apps

Patente de comandos de voz contextuais

Um invento destacado pelo AppleInsider pode ser sinal de que nem a Apple aguenta mais ver o Voice Control do iOS pregando peças nos usuários de iPhones. A base para a patente seria a combinação de gestos simples que criariam um contexto para as ordens ditadas, de forma a limitar os comandos possíveis e aumentar a precisão do sistema. Além disso, um aparelho poderia também “aprender” as intenções do usuário ao usar determinados comandos de voz em contextos similares.

Patente de comandos de voz contextuais

Outra possibilidade seria criar uma API para permitir que aplicativos de terceiros possam valer-se desse tipo de comando, algo que atualmente não é possível no iOS. Ah, e como em toda boa patente, as possíveis aplicações deste invento se estendem a outros tipos de aparelhos, inclusive Macs. Vale ressaltar que esta área de atuação é bem próxima do foco da Siri, empresa que foi adquirida pela Apple em abril deste ano.

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Uma outra patente, esta comentada pelo Patently Apple, trata de métodos alternativos para a descoberta e aquisição de apps. Isso é particularmente interessante, pois hoje em dia você pode estar sentado do lado de um amigo, ficar interessado por um app dele e depois ter que sofrer fazendo uma busca manual na App Store. Se o app não tiver um nome bem incomum, seu dia já era, vasculhando listas de resultados.

É aí onde esta técnica entra: um usuário poderia compartilhar com outro uma versão parcial ou integral de qualquer app, podendo ser as limitações funcionais ou temporais. Essa versão compartilhada conteria identificadores de origem e de destino, além de uma “application seed”, algo como uma credencial a ser apresentada a servidores dos quais uma versão completa do app venha a ser baixada.

Patente de compartilhamento de apps

Uma possibilidade interessante é a pessoa que compartilhar o app poderia ser premiada de alguma forma, uma estratégia que favoreceria a propagação entre círculos sociais de amigos. Digamos que um usuário compra um jogo e compartilha uma versão “Lite” com vários colegas; cada compartilhamento adicional poderia garantir premiações virtuais ou reais, na forma de créditos, cupons, braggin’ rights, etc.

O uso de “sharing flags” em apps permitiria a desenvolvedores determinar como seus aplicativos podem ser compartilhados, se em sua totalidade, se com limitações funcionais, temporais, por número de usos ou até se eles não poderiam ser compartilhados de forma nenhuma — algo que poderia valer especialmente para apps consideravelmente caros.

Reforçando o aspecto “social” do invento, uma forma de expandir as possibilidades de compartilhamento seria fazer com que um aparelho conectado a um hotspot pudesse receber e redistribuir apps mesmo de usuários que não estivessem mais presentes. Um café poderia, por exemplo, incentivar o compartilhamento de apps entre seus frequentadores.

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