Investigações sobre “insider trading” começam a revelar (e prender) acusados

Fofoca

Imagine o quanto certas pessoas não pagariam, em outubro de 2009, para saber que “no ano que vem, a Apple vai lançar um novo iPhone com duas câmeras… Vai ser um bom aparelho, pois vai ter uma câmera de cinco megapixels com autofoco e uma câmera frontal VGA para videoconferência.”

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Que dirá ouvir algo sobre um código interno para “algo novo… totalmente… uma categoria totalmente nova… Não tem uma câmera, pelo que descobri. Daí imagino que seja algo como um leitor… Algo assim. Hm, deixa eu dizer, é um projeto muito sigiloso… É chamado K, K48. É esse o nome interno.”

Não seria de espantar se você pudesse “ser demitido por dizer ‘K48′”, dado que o iPad só foi revelado meses depois e sabemos como a Apple trata os segredos dela.

Esses trechos foram registrados em uma conversa gravada pelo FBI numa investigação que o governo dos Estados Unidos está conduzindo sobre a prática de insider trading (tráfico de informações) entre empregados de grandes empresas (ou suas fornecedoras) e firmas de consultoria para investidores. Informações internas, secretas, que caem nas mãos de apenas alguns acionistas, podem provocar grandes transtornos na bolsa de valores, fazendo determinados investidores lucrarem horrores por terem ouvido planos ou números de vendas que não foram ainda tornados públicos — logo, elas são vendidas a peso de ouro.

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Quem vazou estas informações sobre a Apple foi Walter Shimoon, ex-empregado (desde o mês passado) da Flextronic, que fornece câmeras e baterias para a Maçã. Ele e mais outros dois acusados de tráfico de informações foram presos hoje, todos ligados à Primary Global Research, conforme conta o WSJ.com. Além desses “especialistas”, o vice-presidente e gerente de vendas da firma de consultoria foi detido.

Shimoon não se limitou a dar informações sobre produtos em desenvolvimento na Apple: ele também forneceu projeções de vendas para investidores semanas antes de elas serem oficialmente divulgadas, tendo recebido US$22 mil para prestar essa “consultoria” entre janeiro de 2008 e junho de 2010. Uma mixaria, se levarmos em conta que outro dos acusados teria recebido US$200 mil para vazar informações da AMD entre janeiro de 2008 e março de 2010. 😛

[via Fortune Tech]

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