WSJ investiga dezenas de apps e descobre que muitos não sabem o que é privacidade

Pandora coletando e distribuindo informações pessoais

Pandora coletando e distribuindo informações pessoais“Big Brother is watching you” poderia ser uma mensagem padrão para splash screens de muitos apps, de acordo com uma investigação conduzida pelo Wall Street Journal. Ela apurou 50 apps para iOS e 50 para Android (além de seu próprio app, para iOS) quanto aos tipos de informações que são coletadas sem que o usuário perceba e para quem esses dados são enviados (você pode ver uma lista completa com infográfico interativo aqui). Os resultados não foram nada bons para quem é um pouco mais paranoico.

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Estão entre os dados coletados pelos desenvolvedores e compartilhados com terceiros (redes de publicidade, basicamente) a idade, o gênero, a localização (inclusive sem pedir autorização), o número de telefone e, a informação mais coletada de todas, o identificador único do aparelho (no caso do iPhone, o UDID).

Quarenta e cinco deles não tinham nem ao menos uma política de privacidade escrita que possa ser consultada pelos usuários no app ou no site dos desenvolvedores — e isso é o mínimo do mínimo do que seria aceitável de um aplicativo que coleta suas informações e as distribui numa bandeja.

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A desculpa de sempre para devassar a privacidade dos donos dos aparelhos é salpicada de boas intenções: poder direcionar publicidade de forma mais eficiente, sem coletar informações pessoalmente identificadoras. O UDID de um iPhone é encarado internamente pela Apple como capaz de identificar indivíduos, mas o mesmo critério não é adotado pelo Google nem pela maioria dos desenvolvedores e em ambos os casos os desenvolvedores são livres para coletá-lo sem precisar pedir permissão.

Entre os apps investigados estão nomes de peso como Pandora e Angry Birds, e no geral os aplicativos para iOS acabaram se mostrando mais dedos-duros que os para Android. Daí fica no ar a pergunta de como apps que coletam tantas informações pessoais conseguem ser aprovados na App Store — um deles chega a transmitir a localização do usuário sem nenhum aviso prévio: cadê a proteção que a Maçã prometeu contra esse tipo de coisa?

Por via das dúvidas, tenha sempre em mente que seus gadgets estão de olho em você. O tempo todo. Hora de dar graças por não existirem apps de pr0n, não acha? 😉

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[via Fortune Tech]

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