Acionistas propõem que Apple adote um plano de sucessão de CEO mais aberto

Caricatura de Steve Jobs com maçã mordida

Uma coisa quase passou despercebida, no relatório publicado hoje cedo pela Apple. Uma das propostas a serem votadas na próxima reunião anual de acionistas da Maçã, que se dará em 23 de fevereiro, requer a adoção de um plano de sucessão mais aberto, compreendendo cinco pontos principais:

  • Revisão anual do plano;
  • Definição de critérios para a posição de CEO que se reflitam na estratégia de negócios e que sejam usados num processo de avaliação formal de candidatos ao cargo;
  • A nomeação e identificação de candidatos internos;
  • A adoção de um plano não-emergencial de sucessão pelo menos três anos antes da transição, além da manutenção e revisão anual de um plano emergencial;
  • A elaboração e divulgação do plano de sucessão aos acionistas.

O conselho administrativo, porém, é contra a adoção dessas medidas e pede que os acionistas votem igualmente contra a implementação delas. A alegação é que medidas de sucessão razoáveis já são tomadas, mas divulgar esse tipo de informação publicamente poderia resultar em vantagens injustas à concorrência, por revelar objetivos e planos confidenciais da companhia e prejudicar o processo de recrutamento e retenção de executivos. Sem falar que ninguém gosta de pensar numa Apple sem Jobs à frente.

Outra proposta apresentada neste documento já foi comentada aqui no site: a mudança no sistema de eleição de membros do conselho administrativo. A sugestão no documento é de que ela seja derrubada, para evitar que diretores da Apple com amplo apoio de acionistas percam seu cargo por falta de votantes em uma eleição, dada a legislação vigente na Califórnia.

[via ZDNet]

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