Fazendo as contas com a Lei de Moore, o iPad só vai dobrar de resolução no ano que vem ou depois

Subpixels de um iPad Retina

Você conhece a Lei de Moore? Segundo ela, a cada 18 meses o número de transistores num chip dobra, mantido o custo de fabricação. Essa lei se aplica a processadores, mas Avery Pennarun a aplicou a LCDs e chegou a conclusões fabulosas. Mas antes de ir à parte suculenta, quero recomendar a leitura do artigo completo: é excelente, muito didático e chega a ser hilário, de uma forma bem geek.

Subpixels de um iPad Retina
À esquerda, os subpixels de um iPad; à direita, a simulação de um iPad Retina

Bem, indo direto ao ponto: se fizermos as contas com a Lei de Moore aplicada a LCDs, descobriremos que, para alcançar a mesma densidade de pixels de um iPhone 4, o iPad levaria três anos e meio — somando esse tempo à data do lançamento dele, temos o Natal de 2013 como dia mágico em que isso aconteceria, para um lançamento em 2014.

Só que a Apple não precisa fazer um iPad com mais de 300ppi, para poder dizer que ele tem uma tela Retina, pois a distância normal de uso de uma tablet é bem maior que a de um smartphone. Além disso, dobrar a resolução é a forma ideal de adaptar os gráficos de apps que ainda não tiverem sido portados, como demonstra o TiPB.

Daí, podemos esperar que a Apple aumente a densidade de pixels em algum momento de 2012 (talvez chegando às lojas só no começo de 2013), assim obedecendo à Lei de Moore e mantendo os custos de fabricação do gadget mais ou menos constantes na data de lançamento — ei, todo mundo adora quando produtos melhoram as especificações sem aumentar de preço, né?

[via Daring Fireball: 1, 2]

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