Saiba mais sobre Tim Cook, o homem à frente da Apple durante as ausências de Steve Jobs

Tim Cook no evento da Verizon - Reuters

Há exatamente uma semana foi divulgado um email no qual Steve Jobs anunciava o início de uma licença médica e dizia que, apesar de continuar no cargo de CEO e de participar de grandes decisões, outra pessoa ficaria encarregada de cuidar do dia-a-dia na Apple. Essa pessoa é Timothy D. Cook, COO da gigante de Cupertino, um papel que normalmente o relega aos bastidores, cuidando para que os produtos da Maçã sejam fabricados de forma rápida e eficiente.

Tim Cook no evento da Verizon - Reuters

Mas agora que os holofotes estão mais uma vez voltados em sua direção, Tim Cook se torna o centro das atenções por estar pela terceira vez no comando da maior empresa de tecnologia do mundo. Por conta disso, o New York Times publicou um perfil do executivo que conta um pouco sobre sua história e carreira. Dessa matéria de duas páginas retiramos o parágrafo a seguir:

Aos 50 anos de idade. o Sr. Cook é solteiro e conhecido por seu comportamento sério. Muitos ex-colegas de Apple disseram que ele raramente se socializava com eles. Sua maior paixão fora da Apple é o futebol americano de Auburn. Ex-colegas também o descrevem como um entusiasta de fitness que parece viver à base de barras de cereal. Ele é um escalador e ciclista que frequentemente se levanta às 5 da manhã para se exercitar — e começar a enviar emails para seus subordinados.

E, já que falamos em Aurburn, universidade na qual Cook se formou em engenharia industrial no ano de 1982, veja este vídeo de aproximadamente 20 minutos no qual o executivo faz um discurso para a turma de 2010 em sua Alma Mater:

Mesmo não sendo algo tão inspirador e tocante quanto o discurso de Steve Jobs em Stanford, esta aparição pública de Cook certamente lança luz sobre o quanto a lógica pura e simples não é apropriada para certas decisões. Ao ser convidado por Jobs para se juntar à Apple em 1998, Cook teve que decidir entre a maior fabricante de PCs na época (a Compaq, onde começara a trabalhar seis meses antes) e uma empresa que estava afundando epicamente, e acho que podemos agradecer ao Campo de Distorção da Realidade® jobsiano por ele ter escolhido a Apple.

Outra mensagem importante deste discurso é que nada supera uma boa preparação na hora de enfrentar as bolas curvas que a vida arremessa — “Raramente podemos controlar o surgimento de oportunidades, mas o que podemos controlar é nossa preparação.” Minha frase favorita no discurso inteiro foi, sem sombra de dúvida, “Que a alegria esteja na sua jornada, e não em algum objetivo distante.”

No fim das contas, como bem destacaram no NYT, Tim Cook pode não substituir Steve Jobs em todo e qualquer aspecto (ele não é um gênio visionário de olho no futuro e com uma inclinação especial por design industrial minimalista), mas certamente ele é uma das pessoas mais competentes no que faz e tem plena consciência de que está cercado por profissionais de talento que podem ajudá-lo a continuar fazendo da Maçã uma empresa líder na indústria de computadores e eletrônicos.

Cá pra nós, eu saio deste post com a firme impressão de que, se a Apple fosse a USS Enterprise, Steve Jobs seria o Capitão Kirk e Tim Cook seria o Sr. Spock — nada mais adequado para quem é conhecido pelo apelido de “Sr. Planilhas”.

[via 9 to 5 Mac]

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