Fazendo as contas, teremos uma pequena atualização dos iMacs em março

iMacs 2010 de frente

Uma das vantagens de ter a Apple como fornecedora de produtos eletrônicos é que, ao mesmo tempo em que ela é completamente imprevisível (ninguém esperava a terceira geração do iPod shuffle), ela é absolutamente previsível (iPhones novos no meio do ano, alguém?). O melhor de tudo é que o fato de ela ter sido esculpida à imagem e semelhança de um homem perfeccionista e metódico faz com que seus ciclos de renovação sejam periódicos, quase num nível biológico — eu não digo “matemático” porque aí não haveria espaço para variação.

iMacs 2010 de frente

Enfim, estou divagando. O que quero dizer é que, da mesma maneira que você pode esperar a frutificação em uma macieira, de tempos em tempos podemos aguardar novos produtos mágicos e mirabolantes para desejar. O TGAAP fez as contas, plotou gráficos e concluiu que o tempo de gestação de um iMac completamente novo é de aproximadamente 27 meses… o que nos trará grandes novidades na primeira metade de 2012, partindo de outubro de 2009. Por outro lado, os ciclos hormonais do tudo-em-um da Apple são de 8 meses: como as últimas novidades menores surgiram em julho de 2010, em março de 2011 deverá acontecer alguma coisa.

Essa informação, conseguida assim, matematicamente, já é útil o suficiente para quem vive com a torturante pergunta “Eu devo comprar meu Mac agora?” sobre a cabeça, mas os caras do TGAAP vão um pouco além e fazem apostas quanto ao que deverá aparecer nessa renovação. Resumidamente, três coisas: 1. SSD, 2. Sandy Bridge e 3. telas de alta resolução.

Talvez ainda seja um pouco cedo demais para drives de estado sólido começarem a aparecer como padrão nos iMacs, mas não é impossível os desktops ganharem essa tecnologia antes dos MacBooks Pro, principalmente se a Apple decidir nivelar seus desktops com um HDD e um SSD, para contar sempre com o melhor dos dois mundos: a velocidade e a capacidade de armazenamento. Isso se alinha com minhas próprias expectativas, entretanto pode ser que só vire realidade no ano que vem.

A introdução de processadores Sandy Bridge agora é o palpite mais provável de se concretizar, mas ainda assim não é certeza (a Apple costuma ser muito cautelosa quanto a novidades). Se ocorrer, certamente as GPUs da ATI continuarão sendo usadas.

Já uma melhoria nos displays é a aposta que considero menos provável, pelo menos para agora: um iMac de 27″ já tem pixels para exibir quase dois filmes em 1080p ao mesmo tempo e, apesar de mais espaço para trabalhar com gráficos e linhas de código nunca ser demais, as telas LCD IPS que são usadas atualmente passam com louvor no teste do “bom o bastante”. Há muitas outras coisas que precisam de melhorias e aumentar a densidade de pixels nos desktops incorreria no risco de ou aumentar os preços, ou diminuir as margens de lucro — duas coisas que não cairiam bem nem para os consumidores, nem para a Apple.

Em todo caso, qualquer renovação que ocorrer nos próximos meses com certeza vai ser feita na direção do Mac OS X 10.7 Lion, que deve chegar em julho.

[via 9 to 5 Mac]

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