Patenteie para travar: baterias superpoderosas, carcaças sensíveis e MacBooks com superfícies “vivas” [atualizado]

Patente de bateria de alta capacidade

Um dos grandes problemas da computação portátil é a obtenção de energia longe da rede elétrica. Baterias são, por padrão, a solução encontrada, mas elas sempre oferecem uma troca: você pode ter tempo de autonomia ou leveza, mas nunca os dois. A Apple pretende mudar um pouco isso com uma técnica de recarga descrita em uma de suas patentes.

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Patente de bateria de alta capacidade

Um sistema de carregamento de várias etapas com corrente e voltagem constantes (constant-current constant-voltage, ou CC-CV) permitiria que a capacidade de uma bateria de lítio fosse ampliada sem incorrer em um aumento de tamanho ou massa. Assim, um gadget poderia ter a mesma autonomia e ganhar espaço interno para mais componentes, ou aumentar seu tempo longe das tomadas com o uso de uma bateria maior.

Contudo, este sistema tem lá suas desvantagens: a vida útil desse componente poderia cair severamente por causa de baixas temperaturas ou altas densidades de carga. A solução para isso seria usar um sistema que reduzisse a corrente aplicada à bateria quando ela se encontrasse nessas situações, realizando a recarga em uma série de etapas.

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Um outro invento publicado recentemente descreve formas de permitir que um eletrônico reconheça gestos e comandos feitos pelo usuário sobre a carcaça, e não a tela. A patente descreve formas de dispor sensores sob a superfície externa de um aparelho eletrônico sem que fosse visível a presença de qualquer tipo de elemento de interface. Uma forma de conseguir isso seria o uso de microperfurações que dariam acesso aos sensores.

Patente de gadget com moldura microperfurada

Das aplicações descritas para essa tecnologia, uma bastante interessante envolve a criação de “superfícies vivas” em um MacBook. Sensores dispostos ao redor das portas laterais de um computador portátil poderiam, por exemplo, reconhecer quando um usuário tivesse a intenção de conectar um periférico e então iluminar a porção superior da carcaça, exibindo a posição precisa de cada porta. Isso facilitaria muito a vida na hora de, por exemplo, conectar fones de ouvido em MacBooks com entrada e saída de áudio separadas — e, vale destacar, lembra muito uma outra patente publicada não faz muito tempo.

Patente de MacBook com superfície viva

Mas o conceito de “superfície viva” vai além, descrevendo como a base de um MacBook pode ser completamente configurável para exibir diferentes tipos de controle, incluindo um teclado. Isso pode significar que um futuro portátil da Apple teria em sua base uma segunda tela (sensível ao toque) ou outro sistema flexível para exibir uma interface variável e completamente customizável.

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Bem, contanto que essa superfície não esteja literalmente viva, por mim tudo bem. 😛

[via AppleInsider, Patently Apple]

Atualização (às 21h24)

Mais uma patente surge, dando ênfase à construção de uma “superfície viva” na base de um MacBook ou em gadgets quaisquer. Neste invento a Apple descreve formas de fazer com que sensores capacitivos possam ser empregados em superfícies de metal, permitindo que, onde normalmente há o teclado de um notebook, haja uma superfície metálica completamente lisa, porém sensível ao toque e capaz de exibir uma interface.

Patente de interface em superfície metálica

O segredo mais uma vez está no uso de microperfurações com iluminação traseira: o uso de LEDs sob a superfície do metal permitira exibir as letras de um teclado ou barras de um equalizador, por exemplo, conforme fosse necessário. Além de sensores capacitivos, essa superfície poderia ainda ser controlada com pressão (a ponto de o ar deslocado por gestos serem capazes de acioná-la) ou até com uma stylus.

Quem quer uma stylus? Se for usar a base do meu próximo MacBook como uma tablet gigante, eu acho que quero uma stylus. :-”

[via Patently Apple]

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