Dica de leitura: o Shazam é mágico, mas também tem bastante suor nos “bastidores”

Empregado do Shazam

Quem já usou o Shazam (ou concorrentes como o SoundHound) sabe o quanto ele é mágico: basta pegar o seu iPhone, apontá-lo para uma saída de som e, em poucos segundos, o programa identifica o artista, álbum e música que está tocando. Já perdi a conta de quantas vezes ele foi útil, para mim.

Mas se engana quem acha que todo esse processo depende apenas dos algoritmos criados pela empresa e das informações cedidas por gravadoras musicais. Em um artigo publicado na semana passada, o NYTimes.com relatou que a Shazam conta também com uma série de “detetives musicais” contribuindo para que seu acervo esteja sempre atualizado.

Empregado do Shazam

Um deles é Charles Slomovitz, fotografado acima. Seu papel é, todos os dias, ir em busca de novos hits e adições ao banco de dados do Shazam, certificando-se de que usuários não se decepcionem com buscas falhas e/ou sem resultados.

Slomovitz navega por inúmeros blogs sobre música, confere todos os lançamentos para ter certeza de que nenhum passou batido, está sempre ligado nos rankings de faixas mais populares (na iTunes Store, na Amazon.com e na Billboard, principalmente) e também assina agregadores como o Hype Machine. Ele ainda visita diversas lojas para descobrir itens dos quais nunca tenha ouvido falar, além de sempre ouvir estações de rádio — especialmente próximo a universidades — e conferir o que está sendo veiculado em propagandas e em filmes/séries de TV.

Não é à toa que o produto faz tanto sucesso: já são hoje mais de 100 milhões de usuários, que identificam mais de 3 milhões de faixas todos os dias.

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