Para Bon Jovi, Steve Jobs “pessoalmente matou o negócio de músicas”

Bon Jovi

Acho que não preciso comentar nada, pois Bon Jovi fala por si só. Vou me limitar a grifar algumas passagens neste trecho de uma entrevista que ele concedeu à The Sunday Times Magazine:

Bon JoviEssa garotada de hoje perdeu toda a experiência de colocar fones de ouvido, pôr o volume no 10, segurar a embalagem do LP, fechar os olhos e se perder em um álbum; e a beleza de usar o dinheiro da sua mesada para fazer uma decisão com base na capa, sem conhecer o som, apenas ver umas figuras e imaginá-lo. Deus, era um tempo mágico, mágico. Odeio soar como um velhote, mas eu sou, e você pode marcar minhas palavras, pois daqui a uma geração as pessoas vão se perguntar “O que aconteceu?” Steve Jobs é pessoalmente responsável por matar o negócio de músicas.

Argh, eu não aguento: vou comentar! Colocar fones de ouvido com o volume no máximo não é saudável. Julgar um álbum de música pela capa também não é lá muito são. Comprar um produto pela arte dele até faria sentido, mas fechar os olhos depois é comédia.

Reclame da qualidade do som (“LPs são muito mais acolhedores que CDs, e infinitamente superiores que AAC!”), reclame da falta de material impresso (“Poder segurar a arte nas mãos é muito melhor!”), reclame do fato de não haver mais comunidades de audiófilos erigidas em torno da lojinha de LPs da esquina (“Eu ia lá pra ver meus melhores amigos!”). Porém, reclamar que os jovens de hoje podem ouvir trechos de um álbum antes de comprá-lo é quase o mesmo que se queixar por não poder enganar as pessoas com 1 faixa boa e 13 que são um lixo — o que, vamos e venhamos, é prática muito, muito, MUITO comum no mercado da música. Se o Jobs matou isso, aleluia!, matou tarde.

Haja paciência: tomara que esse trecho da entrevista esteja totalmente distorcido ou fora de contexto e que o Bon Jovi não tenha dito nada disso, pois é um pouco pedante demais pra acreditar. 😛

[via Cult of Mac]

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