Gravadoras tentam ressuscitar interesse por álbuns completos vendendo-os como apps

Ícone do Swedish House Mafia

Os fãs de música mais saudosistas encaram um álbum completo como uma experiência que vai além da audição: nos LPs, os encartes enormes eram como um brinquedo para muitos adultos. Os CDs reduziram severamente a quantidade de material impresso acompanhando obras de artistas e, na era dos downloads, a arte gráfica se resumiu praticamente à capinha. A Apple tentou virar esse jogo com o iTunes LP, mas segundo as gravadoras essa iniciativa não vingou.

Ícone do Swedish House MafiaÉ por isso que elas estão decididas a lançar seus próprios projetos: conforme conta o New York Times, estão começando a aparecer álbuns completos na forma de apps para iPad que trazem muito mais que música.

Eles contêm grande quantidade de arte gráfica original e até documentários, lembrando bastante um livro de fotos, como é o caso do Until One, da Swedish House Mafia [US$10; 659MB; requer o iOS 3.2 ou superior].

Só tem um problema nessa iniciativa: comprando o app, você não leva as músicas — até dá pra ouvi-las, mas só via streaming (sem internet, fica mudo). Acho que são dois problemas, na verdade: dava pra fazer a mesmíssima coisa com um iTunes LP, e o consumidor levaria as faixas (offline) pra casa. Se bem que, e aí entra um problema da Apple, esse formato especial de álbum ainda é restrito demais em termos de hardware compatível.

Quer saber? Bandas e cantores deveriam ser mais focados na música. Vender fotinhos e textos profundos não parece uma estratégia muito boa, apesar de agradar os fãs extremistas (aqueles que, como o Bon Jovi, acham a música praticamente um detalhe). Nada contra: arte gráfica é o máximo, eu adoro, mas que tal começar fazendo dez canções matadoras? Acho que isso aumentaria as vendas bem mais que um álbum de fotos. 😛

[via MacStories]

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